Alberi

Bola de prata/1972

 
 

Votantes

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Seleção do Século - Jogadores do ABC

 

Em pé:
 
Hélio Show, Sabará, Edson, Alexandre Mineiro, Marinho Chagas,Maranhão.
 

Agachados:  
Silva, Reinaldo, Alberi, Danilo Menezes, Jorginho.

 

Fonte: Tribuna do Norte- Edição de  05 de fevereiro de 2001.

 

Alberi - meia avançado - Bola de prata/1972
Com 22 votos, Alberi foi quase unanimidade nessa eleição. E não é difícil explicar. Quem teve a sorte de vê-lo jogando sabe porque. Os amigos o veneravam e os inimigos o admiravam. Com a camisa 10 do ABC foi  tetracampeão (69 a 73), Bola de Prata em 72, participou de jogos memoráveis. É, sem dúvida, o maior ídolo da história do clube. O pernambucano Alberi é o campeão de votos e uma unanimidade entre os torcedores. Lembrado por várias gerações, jogou pelo menos 10 anos, a partir de 1968, defendendo o mais querido. Goleador, titular absoluto da camisa 10, único jogador, ao lado de Marinho Chagas, do futebol do RN a ganhar o troféu "Bola de Prata" da revista Placar.
Seleção 1972: Leão (Palmeiras), Aranha (Remo), Figueroa (Inter), Beto (Grêmio) e Marinho Chagas (Botafogo); Piazza (Cruzeiro), Ademir da Guia (Palmeiras) e Zé Roberto (Coritiba); Osni (Vitória-BA), ALBERI (RN) e Paulo César Caju (Flamengo).

Texto de Everaldo Lopes Repórter e pesquisador da Tribuna do Norte - Edição de 05/02/2001

 


Hélio Show - Goleiro
Jogou no ABC(76 a 78) e no América, em 1987, tendo atuado também no Ceará e Portuguesa. Um dos mais votados, teve atuações ditas fantásticas, gritava o tempo todo orientando os zagueiros. Muitos o consideravam "catimbeiro" e com visão perfeita dos lances. Foi campeão nos dois clubes do RN, repetindo a atuação no futebol cearense.

Sabará - Ala Direita

Veio ao ABC com um grupo numeroso, em 1972, trazido pelo treinador carioca Célio de Souza. Atuou ao lado de Tião, Danilo Menezes, Morais, Libânio e tantos outros. Era um lateral moderno, já que apoiava bastante e deixava os atacantes no porta do gol. A história do futebol potiguar ainda não fez justiça a esse bom lateral

Edson - Zagueiro
O galego Edson é pernambucano, chegou numa troca por Marinho Chagas e Petinha, em 1971. Foi um dos poucos que manteve o desempenho quando os jogos passaram a ser disputados no Machadão. Conquistou a torcida alvinegra devido sua raça incomum. Muito ligado ao clube, jamais quis jogar em outra equipe. É economista.

Alexandre Mineiro - Zagueiro
Veio para Natal em 19893. Um zagueiro que deixou saudades na torcida, pelo porte avantajado, pela raça e espírito de liderança. É um dos heróis da excelente equipe campeã de 83, formando uma barreira quase intransponível com Joel Celestiino. Alexandre chegou pelas mãos do técnico Valdemar Carabina.

Marinho Chagas - Lateral esquerdo
A argúcia de Prudêncio fez o ABC ir buscá-lo no Riachuelo em 1970. Hoje o nome dispensa apresentação, mesmo tendo jogado apenas um ano no ABC. Entrou para o time do século pelo prestígio que adquiriu anos depois. Marinho saiu para o Náutico, Fluminense e Botafogo. Foi seleção brasileira no mundial de 1974.

Maranhão - Médio apoiador
É outro que veio no "pacote" trazido por Célio de Souza, em 1972, e não decepcionou, formando grande meio de campo com Danilo e Alberi. Aqui mesmo encerrou sua carreira, assumindo a direção técnica do alvinegro, decidindo depois retornar ao Rio. Deixou uma legião de fãs por aqui. Maranhão é cria do Vasco.

Danilo Menezes - Meia esquerda
Um dos mais votados, praticamente uma unanimidade entre os torcedores, Chegou ao ABC em 1972. O "gringo", que foi seleção uruguaia em 1966, jogava o fino da bola, um dos jogadores mais queridos do torcedor abecedista. Participu do time fantástico de 83, campeão e recordista de gols. Foi ainda campeão no ABC como treinador.

Jorginho - Meio campista
Veio de Mossoró para o ABC no começo dos anos 50. Foi um dos mais festejados jogadores que passaram pelo ABC. Jorge Tavares de Morais superou qualquer outro atleta em matéria de carinho do torcedor. Apesar da pequena estatura (1,60), o "professor" supria esse detalhe com jogadas individuais que enlouqueciam os adversários.

Reinaldo - Centro avante
Com a sete ou com a nove, na direita ou na esquerda, no comando do ataque, onde atuasse. Reinaldo era impetuoso , rápido, sagaz. Jogou no América e no ABC. Depois foi para o Santos, voltou para o Recife, onde foi Náutico. Contratado pelo Flamengo /RJ, participando da campanha que levou ao título mundial de clubes. Foi campeão no ABC em 76.

Silva - Centro avante
Teve passagens por ABC e América, sendo artilheiro nos dois times. Silva foi dos grandes goleadores da era Machadão, tendo sua grande fase na temporada de 1983, atuando no ABC ao lado de Marinho Apolônio, os dois marcando 63 gols no Estadual. Silva passou uma temporada sem jogar por contusão. Jogou ainda no futebol cearense.

 


OUTROS BEM VOTADOS
Cláudio Oliveira/Zagueiro

O baixinho que resolvia. Na verdade, tendo pouco mais de 1,70m o zagueiro Cláudio Oliveira não ficava a dever em nada a outros zagueiros bem mais altos. Era bom de cabeceio, cobria muito bem todo espaço e ainda sobrava garra para ir tentar o gol nos escanteios. Quando deixou o ABC esteve na Paraíba. Seu período no ABC vai de 1978 a 1980.

 

Dequinha/Meio campo
O mossoroense mais famoso de todos os tempos , José Mendonça dos Santos foi tricampeão (53/54/55) carioca pelo Flamengo, participou da seleção que foi ao mundial de 54 (não jogou), entrou em vários amistosos e jogos pelo Sul Americano. Jogou no ABC apenas alguns meses no final dos anos 40, indo daqui para o América/PE e daí o Flamengo.

 

Dedé de Dora/Meio campo
Craque, na expressão da palavra, foi bicampeão pelo ABC em 83-84. Chegou a ser titular do Cruzeiro/MG, só não permanecendo, porque Ruy Barbosa, na época, não quis emprestá-lo pela segunda vez, e o Cruzeiro não quis pagar o que o ABC pedia. Foi campeão no ABC e no América. Seu apogeu foi nos anos oitenta, tanto no alvinegro como no clube rubro.

 

Marinho Apolônio/M. Campo
Por pouco não toma o lugar de Jorginho na preferência dos votantes mais jovens, levando como trunfo o fato de ser o maior goleador da era Machadão, sendo três vezes consecutivas o goleador maior do Campeonato Estadual. Atuou no ABC e América, sempre com brilho. Foi bicampeão pelo ABC em 83 e 84. Também foi destaque no Bahia.

 

Nonato/Lateral Esquerda
Seria titular absoluto da seleção de todos os tempos não fosse a presença de Marinho Chagas, que foi apontado o segundo melhor lateral esquerda do mundo em 1974. Nonato também chegou à seleção que foi ao mundial de 54 (não jogou), entrou no time do Cruzeiro de todos os tempos na pesquisa da Placar, tendo jogado ainda no Fluminense/RJ,  mas já em final de carreira. Hoje está no interior de Minas.

 

Odilon/Meio campo
Esteve pelo menos durante três anos no alvinegro. O baixinho foi um dos grandes jogadores que passaram pelo futebol do RN, adorado por abecedistas e alecrianenses, eleito o craque do século pelos esmeraldinos numa promoção da coluna Apito Final, em 1999. Odilon foi capa da Placar quando era ídolo do Sport Clube do Recife, começo de 1970.

 

Ribamar/Goleiro
Muitos o apontam como o maior goleiro do ABC em todos os tempos. Levou desvantagem sobre Hélio Show pelo fato de ter parado no começo dos anos sessenta, enquanto o eleito (Hélio) atuou durante todos os anos setenta e oitenta. Ribamar jogou ainda no Ferroviário/Ce e no Ipiranga de Salvador. O ABC foi o único clube que Ribamar defendeu no futebol potiguar