
A Faculdade
de Educação
Física era o
caminho natural
na vida de
Rodrigo Eduardo
Costa Marinho.
Mas, a
reprovação no
primeiro
vestibular
incentivou-o a
seguir o seu
sonho, mesmo
contra a vontade
de sua mãe, que
na condição de
educadora,
insistia para
que o filho
caminhasse à
passos largos
nos estudos.
Esforço em vão.
Dois anos
depois, o
natalense
Rodriguinho
virou a mais
nova aposta do
ABC.
“O futebol
sempre foi meu
sonho. Fiz
vestibular para
Educação Física,
mas não passei.
Foi aí que
resolvi me
dedicar ao
futebol”,
confessou
Rodriguinho,
nascido em 27 de
março de 1988
(bem próximo de
completar 20
anos). “Hoje,
graças a Deus,
minha mãe já
está mais
compreensiva e
me apoia
bastante junto
com meu pai, que
está sempre do
meu lado”,
completou
Rodriguinho.
Artilheiro
provisório do
campeonato
estadual com
três gols ao
lado de
Casagrande, do
Potiguar de
Parnamirim, o
meia que virou
atacante no
início dessa
temporada,
espera continuar
fazendo gols.
“Gosto mais de
jogar de frente
para o gol. É
bem diferente do
que jogar de
costas, na
posição de
atacante. Mas,
na verdade,
estou aqui para
ajudar ao ABC e
em qualquer
posição que o
treinador me
colocar estarei
pronto para
jogar. Eu quero
é jogar
(risos)”,
comentou o meia.
“Acho que estou
me entendendo
bem com o Papel
(Valdir) ali na
frente”,
completou
Rodriguinho.
A vocação para
atacante não
surpreendeu o
técnico
Ferdinando
Teixeira, que
aposta muito no
jogador desde o
ano passado,
quando
Rodriguinho
começou a ganhar
espaço no elenco
de
profissionais,
chegando,
inclusive, a
marcar um gol de
placa no
Frasqueirão
contra o rival
América - o
único na goleada
(5 a 1) sofrida
para o Alvirubro
pela Copa RN.
“Rodriguinho é
um jogador
habilidoso, um
menino de muito
valor e que tem
um futuro muito
grande pela
frente. Ele tem
se adaptado bem
lá na frente e,
por enquanto,
não temos a
intenção de
mudar. Enquanto,
tiver dando
certo...”,
declarou
Ferdinando.
Vocação
Meia habilidoso,
mas com vocação
para fazer gols
- vem provando
isso no
campeonato
estadual desse
ano -,
Rodriguinho já
vem sendo
comparado a
grande ídolos do
futebol
brasileiro, que
mesmo atuando
com a camisa 10,
conquistou a
fama de
goleador,
geralmente,
dedicada aos
donos da camisa
9. Pelé, Zico,
Ronaldinho
Gaúcho e Alberi,
são apenas
alguns bons
exemplos, aos
quais a jovem
revelação
alvinegro pode
se inspirar na
sua nova função
no time.
Mas, a sua
principal
inspiração,
segundo ele, usa
a camisa 1. Isso
mesmo é goleiro.
“Sou um grande
admirador de
Rogério Ceni
(goleiro do São
Paulo)”, revelou
Rodriguinho, que
guarda outra
qualidade de um
camisa 10:
cobrança de
falta - um dos
três gols no
Estadual 2008,
inclusive, foi
marcado em
cobrança de
falta (o gol da
vitória sobre o
Potyguar de
Currais Novos).
“Treino
exaustivamente
cobrança de
faltas, porque
numa partida
difícil, por
exemplo, uma
cobrança de bola
parada pode
definir uma
partida. E isso
é muito
importante. Por
isso, me esforço
para aperfeiçoar
este fundamento
cada vez mais”,
comentou o meia,
revelando de
onde vem sua
admiração pelo
goleiro do São
Paulo. “Rogério
Ceni é o maior
cobrador de
faltas da
atualidade.
Espelho-me
nele”.
Origem
do futsal é
explicação para
habilidade
Antes de se
transformar em
promessa nos
gramados,
Rodriguinho
ensaiou dribles
no futsal,
também, pelo
ABC. “O futsal
me deu um
suporte
importante em
alguns
fundamentos,
como a
movimentação, o
passe, o drible
curto”, explicou
Rodriguinho.
“Se você
analisar
direitinho, os
maiores
jogadores do
futebol
brasileiro
saíram do futsal.
Robinho,
Ronaldinho... A
adaptação do
futsal para o
futebol de campo
não é fácil. Por
isso, quanto
mais novo você
vai para o
campo, mais
fácil é a
adaptação. Isso
não quer dizer
que depois de
mais velho você
não possa
conseguir”,
disse o meia,
tentando
explicar o
porquê de
Falcão, ídolo
das quadras, não
ter dado certo
(ou desistido)
nos gramados.
“No caso de
Falcão, acho que
se ele tivesse
insistindo um
pouco mais teria
conseguido. Mas,
ele preferiu
voltar para o
futsal”,
avaliou.
De nível médio
completo,
oriundo da
classe média o
meia demonstra
um bom grau de
instrução,
diferenciando-se
da maioria dos
jogadores de
futebol, que,
por vir de
família pobre,
geralmente,
possuem baixo
nível de
escolaridade.
Fora das quatro
linhas,
Rodriguinho se
define uma
pessoa comum de
hábitos comuns.
“Eu gosto de ir
à praia, sair
com os amigos, a
namorada e
curtir minha
família, que é o
alicerce para
tudo”,
finalizou.
Bate
Bola
Rodriguinho -
Meia do ABC
Como
você está
encarando a
missão de
substituir
Wallyson, que se
transformou em
ídolo da
Frasqueira no
ano passado?
Wallyson fez a
sua história no
ABC e eu quero
fazer a minha.
Não gosto muito
desta
comparação, na
verdade.
Wallyson é
Wallyson e eu
sou Rodriguinho.
Espero
conquistar essa
torcida
maravilhosa do
ABC, trabalhando
muito e fazendo
meu papel bem
feito dentro de
campo.
Muita
polêmica já
envolveu seu
nome em relação
ao seu passe. A
quem pertence
seus direitos
federativos, até
para evitar o
que aconteceu
com Wallyson,
que, por pouco,
não teve a
negociação para
o Atlético
Paranaense
prejudicada por
causa de uma
briga entre
empresário e
clube?
Ao ABC. Pelo
menos, até onde
eu sei, é do
ABC.
Quais
são seus
objetivos no
futebol?
Espero
desempenhar um
bom papel aqui
no ABC, fazer
história, ser
campeão e depois
seguir minha
carreira por um
grande clube, no
Brasil ou no
exterior.
Qual
é o grande clube
do país que você
gostaria de
jogar caso
pudesse
escolher?
O São Paulo, sem
dúvidas. É um
grande clube e
acho que todo
jogador sonha em
jogar lá.
É o
seu time de
coração?
Eu sou
profissional e
não posso ser
torcedor. Hoje,
sou ABC. Mas,
prefiro dizer
que torço por
mim, Rodriguinho.
Especulou-se, no
início do ano,
que o São Paulo
teria interesse
em levá-lo para
o Morumbi. É
verdade?
Seria um sonho
realizado. Mas,
ainda não tem
nada certo. Foi
apenas
especulação.
Quero jogar no
ABC esse
Campeonato
Estadual e ser
campeão.
Então, você não
fica para o
Campeonato
Brasileiro?
Tudo
vai depender.
Não posso
afirmar nem que
sim, nem que
não. Vamos ver.
Minha cabeça, no
momento, está no
ABC.
E
jogar na Europa.
Faz parte dos
seus planos?
Claro. Todo
jogador de
futebol sonha em
estar num grande
centro do
futebol mundial,
como a Europa,
onde está os
grandes
jogadores.
Comigo não é
diferente.
Tem
preferência por
algum time, em
especial?
Não. Mas,
gostaria de
atuar pelo
futebol
espanhol,
italiano ou
português, onde
estão os grandes
time da Europa.
E a
seleção
brasileira?
Outro sonho que
tenho e que vou
perseguir.
Afinal, não se
paga nada para
sonhar, não é
verdade? Quero
continuar
sonhando com
essa
possibilidade,
enquanto for
jogador de
futebol.
Qual
a sua opinião
sobre as
categorias de
base do ABC?
Acho muito
importante o
investimento nas
categorias de
base. É o futuro
do clube. O ABC
está no caminho
certo.
Quem
você poderia
destacar desse
time que
disputou a Copa
São Paulo de
Futebol
Juniores?
A molecada é
muito boa.
Assisti ao jogo
contra o Santos
na estréia, mas
não assisti aos
outros dois
porque estava
treinando. Mas,
tem muita gente
boa que, muito
em breve, pode
se destacar.
Qual
a sua opinião
sobre Ferdinando
Teixeira, que
tem dado muita
oportunidade aos
jogadores das
categorias de
base?
Ferdinando
Teixeira
dispensa
comentários. É
só analisar o
currículo dele.
Um treinador
vencedor, que
vem fazendo um
excelente
trabalho aqui no
ABC. Ele não só
dá oportunidade
aos jogadores da
base, mas os
incentiva e os
orienta
também.
Em
quem você se
espelha? Qual o
seu ídolo no
futebol?
Admiro muito
Zidane, Riquelme
e Ronaldinho
Gaúcho. |