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FLUMINENSE
- Jogou no Rio,
ao lado de
grandes nomes
tricolores
(foto)
Quando o ABC
resolveu
licenciar-se da
Federação
Norte-rio-grandense
de Desportos
(antecessora da
atual FNF) em
1952 por
discordar da
administração do
major Fernando
Leitão, para não
desativar por
completo seu
departamento de
futebol o
Alvinegro
resolveu manter
em atividade uma
equipe mista
denominada de
“Expressinho,
aproveitando seu
pequeno estádio
(Maria Lamas
Farache)
construído no
quadrilátero
entre a rua
Potengi e Seridó,
e avenidas
Afonso Pena e
Campos Salles,
em Petrópolis.
Ali, todos os
domingos,
capitaneados
pelo “lider”
Ney Andrade os
juniores
alvinegros
faziam amistosos
contra times
menores da
federação e da
várzea natalense.
O time base era
formado por
Zózimo, Mauro,
Miro, Jorge
Menezes e Ney
Andrade, Dé e
Nenzito, Osir,
Araken e Fred
(Jurandir). No
final do ano, o
ABC tinha mais
ou menos uma
base para
retornar ao
campeonato
metropolitano.
SELEÇÃO DO RN
- Craque de
bola, ocupou
lugar de
destaque(foto)
E foi o que
aconteceu. Ao
entrar nas
disputas do
campeonato o ABC
já tinha uma
equipe à altura
do América,
Alecrim e Santa
Cruz. No Torneio
Início, ganho
pelos rubros, o
ABC formou com
Edson, Toré,
Gonzaga, Ney
Andrade e Tatá,
Badidiu e Peti,
Baiano, Leninho,
Renê e Pevê. O
treinador era o
gaúcho Álvaro
Barbosa, nome já
respeitável no
Nordeste. Logo
depois chegaria
para compor o
elenco aquele
que seria, anos
depois, o maior
ídolo na
história do
clube, o
mossoroense
Jorge Tavares,
o professor
Jorginho.
Àquela altura, o
líder da equipe
era Ney Andrade,
mesmo ainda
quase um júnior
feito nas bases
do clube. No
mesmo ano do
retorno o ABC
sagrou-se
campeão
metropolitano
(ainda não era
Estadual), com o
detalhe de que,
devido os jogos
do Brasileiro de
Seleções
Estaduais o
campeonato só
terminaria em
54, o jogo
decisivo ganho
pelo ABC diante
do América por
3x2, dia
02/05/54, gols
de Jorginho,
Oliveira e
Pauylo Isidro,
anotando Abel
os dois gols dos
Rubros. O ABC
foi campeão com
Edson, Badidiu,
Toré, Tatá e
Ivanildo,
Cadinha, Gonzaga
e Jorginho,
Sileno, Oliveira
e Paulo Isidro.
Contundido, Ney
Andrade não pôde
atuar. Antes da
decisão do
título de 53
reunindo América
e ABC, a
federação
promoveu uma
temporada com o
São Cristóvão,
que era ainda um
clube médio do
futebol carioca.
Chamado também
de clube cadete,
o SC enfrentou
duas vezes o
ABC, perdendo na
estréia por 4x0,
gols de Mota
(2), Abel e
Paulo Isidro,
derrotou o
América por 2x0
e, numa revanche
contra o ABC
empatou em 1x1.
Para os
saudosistas, eis
as duas equipes:
o ABC com Edson,
Toré, Tatá,
Gonzaga e
Cadinha, Badidiu,
Ney Andrade e
Jorginho, Mota,
Abel (Dorian) e
Paulo Isaidro. O
São Cristovão
com Hélio,
Manfredo, Ivan,
Alves e Décio,
Ivan II e
Severino,
Milton, Cosme
(Sarcinelli),
Cabofrio e
Carlinhos.
O
grande mérito de
Ney Andrade foi
nunca ter sido
reserva nos
quatro clubes
por onde passou
no futebol
brasileiro.
SPORT - Em
Recife, seguiu
caminho de líder
no Rubro Negro
(foto)
Mesmo sem contar
com a divulgação
maciça dos dias
atuais com
televisão,
Internet, rádio
dispondo de
transmissão por
Satélite,
grandes jornais
e revistas, e
sem a figura
popular do
empresário o
natalense Ney
Andrade
conseguiu romper
fronteiras e ter
seu grande
futebol
reconhecido.
Tanto é que,
quando deixou o
ABC seguiu
direto para ser
titulara do
Sport Club do
Recife, jogando
ao lado do
goleiro Manga,
Zé Maria e
Pacoti, que logo
se transferiria
para o Vasco da
Gama, no Bahia
com seu timaço
da época e no
Fluminense, com
o Tricolor
carioca contando
com Castilho,
Clovis, Altair,
Valdo,
Robson,Escurinho,entreoutros. |