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Aos 61
anos, Luizão,
massagista do
ABC, fez
história nas
seleções de
1990/94/98
EM
NATAL - Luizão
foi seduzido
pela beleza da
cidade e
resolveu morar
por aqui, onde
j]hoje segue
trabalhando para
o ABC.
Participar
direta ou
indiretamente de
uma Copa do
Mundo, seja como
mero espectador
no papel de
turista ou na
organização do
evento, ou ainda
como
profissional de
imprensa, é o
sonho de
milhares de
pessoas
espalhadas pelo
mundo. Mas, nada
se compara a
estar no maior
evento esportivo
do planeta lado
a lado com as
estrelas da
festa.
O carioca Luiz
Carlos da Silva,
61 anos, é
“figurinha
carimbada” na
competição
mundial e já
entrou para a
história das
copas com
participações
efetivas dentro
de campo: Copa
de 1982 com a
seleção do
Kuwait, na época
treinada pelo
técnico Carlos
Alberto de
Parreira; e Copa
de 1990, 94 e
98, com a
seleção
brasileira. Mais
conhecido como o
massagista
Luizão, ele já
foi o
responsável
direto pela
recuperação de
vários craques
durante o
torneio e
conhece como
ninguém qual o
significado da
Copa do Mundo.
“É uma grande
festa do
futebol. As
melhores
seleções estão
reunidas lá, o
que torna uma
competição
imprevisível e
muito
equilibrada.
Sabemos do
potencial de
nossa seleção,
que vem
evoluindo,
principalmente,
em termos de
organização e
planejamento ao
longo dos anos.
Prova disso são
os últimos
resultados
(desde a Copa de
1994 que a
seleção
disputada as
finais). Por
tudo isso e pela
técnica dos
nossos craques
acredito em mais
um título para
nós e como bom
brasileiro que
sou vou torcer
muito por nossa
seleção”,
declarou Luizão,
que presta seus
serviços de 30
anos de
experiência no
futebol ao ABC
Futebol Clube.
“Estou em Natal
há três anos e
escolhi esta
cidade pela
qualidade de
vida. Vários
fatores me fez
trazer minha
família para cá.
Sou carioca e
hoje,
infelizmente, a
violência no Rio
e em outras
cidades do
Brasil é muito
grande. E aqui
em Natal ainda
não existe
isso”, explicou
Luizão, que
recebeu o
convite para
trabalhar no ABC
em 2004. Segundo
ele, Natal
também foi
adotada pela sua
esposa, Deise, e
suas duas
filhas, Larissa,
10 anos, e Fúvia,
19. “Elas também
adoram essa
cidade, assim
como eu e
estamos muitos
felizes aqui”,
declarou.
Experiência
nos grandes
clubes
A
experiência
adquirida em
clubes como
Flamengo,
Fluminense,
Vasco e São
Paulo, além de
amizades com a
“cúpula” da
Confederação
Brasileira de
Futebol - CBF, a
quem ele costuma
sempre elogiar,
serviu como
“cartão de
visitas” para as
convocações às
copas de 1990,
94 e 98. Com a
seleção
brasileira,
Luizão chegou ao
auge da
carreira, fez
boas e sinceras
amizades com
gente graúda do
“planeta bola”,
sem nunca perder
duas virtudes
que lhes são
peculiar: o
jeito humilde e
sincero de ser.
Apesar de já ter
trabalhado com
vários
profissionais de
alto gabarito, o
trio Carlos
Alberto
Parreira,
Zagallo e
Américo Faria
tem um lugar
especial no
coração de
Luizão. O
massagista,
inclusive, chega
a se emocionar
ao falar sobre
os amigos. “Esse
pessoal foi
muito importante
na minha
carreira, eles
sempre me deram
a mão e se
cheguei onde
estou, consegui
acumular algo na
minha carreira,
grande parte
disso tudo devo
a essas três
pessoas
maravilhosas que
surgiram na
minha vida”,
confessou
Luizão.
Natal: o
porto seguro de
Luizão
Seduzido pela
beleza natalense,
Luizão disse que
a história de
amor a primeira
vista com a
capital potiguar
ocorreu no ano
2000, quando o
último clube em
que trabalhou, o
São Paulo,
participou da
Copa dos
Campeões por
aqui. “Eu sempre
tive em mente
vir morar no
Nordeste e vi em
Natal uma cidade
perfeita para se
instalar com
qualidade de
vida, paz e
sossego”,
completou.
A estada de 13
dias com a
delegação
são-paulina foi
suficiente para
fazê-lo
amadurecer a
idéia,
ratificado mais
tarde com uma
viagem de férias
realizada ao
lado de toda a
família. O
encanto da
esposa e das
filhas por Natal
foi o sinal de
que estava na
hora de trocar a
badalação dos
grandes clubes e
metrópoles em
busca da paz e
2003 foi o ano
da virada.
O convite para
trabalhar no ABC
surgiu um ano
depois, ao qual
o massagista não
titubeou,
aceitando de
primeira. O
projeto de
reestruturação
da Vila
Olímpica, com a
construção do
Frasqueirão,
além da
credibilidade da
diretoria
alvinegra
conquistou o
massagista, que
diz acreditar
num futuro
promissor no ABC
e no futebol
potiguar. “O
futebol potiguar
está crescendo,
se organizando.
E o maior
exemplo é o ABC
com toda essa
estrutura que
está sendo
montada. É uma
clube que só tem
a crescer e para
mim é uma honra
trabalhar aqui,
com pessoas
maravilhosas”,
disse.
Pelo
Kuwait, a
primeira
experiência
A
experiência
internacional no
mundo árabe
iniciou tão logo
terminou os
Jogos Olímpicos
de 1980.
Convidado pelo
amigo Carlos
Alberto Parreira
para integrar a
comissão técnica
da seleção do
Kuwait, em
princípio para
realizar uma
experiência de
seis meses,
Luizão pediu
para a diretoria
do Fluminense
dar baixa em sua
carteira
profissional.
“Depois de
assinar contrato
no Kuwait,
aquilo que no
início era para
ser uma
experiência
curta, se
transformou de
10 anos de
trabalho no
mundo árabe”,
afirmou Luizão,
que ao lado de
Parreira
participou de
sua primeira
Copa do Mundo em
1982 pela
surpreendente
seleção do
Kuwait.
Luizão iniciou
sua carreira em
1976 no
Olaria/RJ.
“Comecei no
Olaria ao mesmo
tempo em que
estagiava na
Cruz Vermelha”,
emendou o
experiente
massagista. Três
anos depois foi
convidado pelo
amigo Américo
Faria, técnico
do Olaria na
época e atual
supervisor da
seleção
brasileira, para
integrar a
comissão técnica
da seleção
olímpica do
Brasil. “Essa
minha passagem
pelo Olaria foi
uma grande
escola para mim,
dei um passo
importante na
minha vida”,
comentou Luizão.
Depois de passar
por grandes
clubes do Brasil
- Flamengo,
Fluminense,
Vasco e São
Paulo - e
prestar vários
serviços a
seleção
brasileira de
novos e
olímpica, Luizão
recebeu o
convite do
técnico
Sebastião
Lazaroni para
integrar a
comissão técnica
da seleção de
1990. A “lição”
daquela Copa,
segundo Luizão
serviu para
“aparar as
arestas” e
implantar uma
nova filosofia,
que acabou
rendendo os
frutos esperados
já na Copa
seguinte.
“Os erros de
1990 foram
corrigidos, as
arestas aparadas
e a seleção foi
para a Copa de
1994 com uma
nova filosofia,
implantada com
muita
competência pela
CBF”, disse o
massagista.
Luizão também
esteve na
França, em 1998,
sua última
participação em
copas. “Houve
uma evolução
muito grande de
1990 até hoje e
não tenho
dúvidas de que
mais um título
está por vir”,
finalizou.
FRASES
"A Copa do Mundo
é uma grande
festa do
futebol. As
melhores
seleções estão
reunidas lá, o
que torna uma
competição
imprevisível e
muito
equilibrada"
"Depois de
assinar contrato
no Kuwait,
aquilo que no
início era para
ser uma
experiência
curta, se
transformou em
10 anos de
trabalho no
mundo árabe".
FICHA
TÉCNICA
Luizão -
Massagista
Luiz Carlos da
Silva, 62 anos
(21/05/1944)
Cidade: Rio de
Janeiro
Seleções:
Kuwait:
1980/81/82
Arábia Saudita:
1983/84/88/89
Emirados Arabes:
1984/88
Brasil:
1979/80/91/94/97/98/99
Clubes:
Olaria/RJ
(1976/77),
Madureira/RJ
(1978),
Flamengo/RJ
(1978/79),
Fluminense/RJ
(1980/93/95/97)
Al Sharjah/UEA
(1987), Vasco/RJ
(1991),
Bragantino/SP
(1991/93), São
Paulo/SP
(1997/2003), Al
Wehda - Arábia
Saudita
(2003/2004),
ABC/RN (2004/05) |