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CAMPEÃO: Em 1998, o ABC foi o campeão, com direito a gol de Sílvio, na época uma promessa.
Que o “Torneio Início” não é mais o mesmo disso ninguém tem dúvida, como também é notório que o ABC é até hoje o maior ganhador de torneios inícios promovidos pela federação, desde a chegada do futebol a Natal. Basta um simples confronto entre os torneios disputados nos anos 50 a 70 e os últimos realizados, que foram os de 1996, 97 e 98. O que aconteceu de mais importante em 96 e 97 é que os campeões surpreenderam: 96 teve o Caicó como campeão, o de 97 o Parnamirim EC.
No ano seguinte, 1998, tudo voltou ao normal porque o campeão foi o ABC, o vice o Alecrim. Agora, sete anos depois a Associação de Cronistas Esportivos tenta reviver os velhos tempos, quando a cidade parava para assistir um Torneio Início, com direito a desfile dos grandes clubes cada um querendo brilhar mais do que o outro e levar o troféu para sua sede. Isso foi nos anos 50/60, Natal era uma cidade de pouco mais de 200 mil habitantes, o futebol era ainda a principal diversão dominical do natalense, depois das praias. Se não optasse pelo futebol, ou ia às sessões da tarde do Cine Rio Grande ou ficava em casa. Claro, fazendo nada porque nem televisão ainda havia por aqui.
Em 1998 a FNF teve de contentar-se com apenas seis clubes não somente no Torneio Início como em todo o Campeonato Estadual. Por isso, o torneio disputado dia 25 de janeiro teve apenas cinco partidas, com estes resultados: Alecrim 0x0 Areia Branca FC, árbitro Rodrigo Monte (Alecrim classificado por ter um escanteio a seu favor), ABC 2x0 Potiguar/M, arbitragem de Eduardo Lincoln, América 0x0 Baraúnas (América classificado por ter um escanteio a mais), arbitragem de João Alberto G. Duarte e, como jogo final, ABC 4x1 Alecrim FC. Além do título de campeão, o Alvinegro teve o melhor jogador (Silvio), o goleador (Silvio, três gols com bola rolando), ABC com melhor ataque (seis gols), além do melhor treinador, que foi Arthur Neto, também do ABC.
Os campeões foram estes: Jorge Pinheiro, Robson, Cristiano, Romildo e Rogério, Ivanildo, Jánuário, Luiz Américo e Marcelinho, Ivan e Silvio.
Detalhe curioso nos três últimos torneios inícios é que o preço único do ingresso não se alterou, ou seja, R$ 5,00, coincidentemente o mesmo preço que a ACERN vai cobrar no torneio do dia 30, no Machadão. Sinal de que, pelo menos no futebol potiguar a inflação não tem vez. São10 anos e os mesmos R$ 5,00 sendo mantidos. Quanto à queda de interesse do torneio, é fato indiscutível: basta ver que, em 1996 o número de pagantes foi de apenas 941.
Caicó surpreende em 1996
Contando com a presença de 12 clubes, uma das maiores participações dos últimos anos, o Torneio Inicio de 1996 acabou premiando um dos times menos favoritos à conquista: o Caicó. A equipe seridoense começou empatando com a Pauferrense em 0x0, classificando-se por ter menor número de faltas (os pênaltis não decidiam os empates, como era tradição). No segundo jogo do torneio, Alecrim 1x0 sobre o Parnamirim, gol de Célio, o 3o. jogo teve um WO, já que o Baraúnas não compareceu para enfrentar o Macau, este se classificando sem jogar.
A quarta partida reuniu América 0x0 Fluminense, classificando-se por ter um escanteio a mais, o Alvirrubro. Veio a quinta partida, Corinthians 2x1 Mossoró, o 6o. jogo teve ABC 0x0 Força e Luz, classificando-se o Alvinegro por ter feito menos falta nos 20 minutos de duração de cada jogo.
No 7o. jogo, Caicó 1x0 Macau, gol de Saint Clair, 8a. partida Alecrim 1x0 América, gol de Aritana. O 9o. jogo reuniu o clássico do Seridó, Corinthians 0x0 Caicó, o Rubro-negro foi o classificado por cometer menor número de faltas. Os dois últimos jogos reuniram ABC 0x0 Alecrim, o Verdão fez uma falta a menos e se classificou.
Na última partida, Caicó 1x0 Alecrim, gol de Neguinho, Caicó pela primeira vez campeão do Torneio Início da FNF. Instituído quando do surgimento do futebol na capital, o Torneio Início tem no ABC seu maior campeão, tendo também um heptacampeonato, nos anos 1935 a 41. Em relação ao ABC, o América tem muito poucos torneios ganhos, num total de 13. Não existe uma contagem totalmente confiável devido a algumas falhas da imprensa escrita na divulgação.
Formas de desempate
Durante anos, antes dos clubes optarem pela cobrança dos tiros livres da marca do pênalti (para a International Board o pênalti só se caracteriza se for uma partida normal de 90 minutos), preferindo a expressão tiro livre da marca do pênalti. Como não havia limite de tiros livres, chegou a acontecer decisão com os dois cobradores ultrapassando a marca das 20 cobranças. Bastava serem dois exímios cobradores, como foram Ireno, Sileno, Nivaldo, Dé, entre outros.
Quando admitiram cinco cobradores em vez de um de cada equipe, sendo substituídos pelos demais jogadores, a decisão ficou mais simples, até porque nem todo jogador é bom cobrador de pênalti. Isso reduziu o tempo de jogo.
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