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ANDARILHO - Apesar de ser ídolo
Alvinegro, Alberi vestiu outras camisas
Maior
craque da história do ABC não teve uma
"casa única" no futebol, o
famoso camisa 10 teve passagem até pelo
maior rival dos alvinegros o América.
No ABC, a estréia do atleta ocorreu no
dia 10 de abril do ano de 1968.
Num
domingo dia 10 de abril de 1968 o
pernambucano Alberi José Ferreira de
Matos fazia sua estréia como jogador do
ABC e, de saída, marcando logo dois
gols na vitória de 3x2 sobre o Ferroviário
em jogo do campeonato oficial da cidade
disputado no "Juvenal
Lamartine", marcando Ivo o terceiro
gol abecedista. Nesse jogo foi esta a
formação do ABC com Alberi: Erivan, Toínho
2o., Piaba, Nivaldo e Ivan Matos (Otávio),
Tonho Zeca e Beto, Toínho de Macau,
Sebastião, Alberi e Ivo (Cocó). O
Ferroviário, na época uma boa equipe,
jogou com Lula (Flório), Golinha, Pedão,
Edmilson e Célio, Miguel (Carlos Jorge)
e Xuxa, Paulo, Marcos, Chiquinho e
Bodinho. Estava surgindo, naquele
momento, um dos maiores jogadores do ABC
em todos os tempos, dividindo com Jorge
Tavares, o inesquecível Jorginho a paixão
do torcedor abecedista. Na escolha do
time Alvinegro do século em promoção
da TRIBUNA DO NORTE os dois tiveram
grande votação dos eleitores.
Mas, ao contrário de Jorginho, que
jamais vestiu a camisa de outro clube do
Rio Grande do Norte, Alberi defendeu
ainda mais três agremiações, sendo
duas de Natal e uma terceira de Mossoró,
retornando ao ABC em 1981, após cin co
anos afastado do Alvinegro e, o que é
mais doloroso para seus fãs, fazendo
gols no próprio ABC. Em 1976 Alberi
deixava irritadíssima a torcida ao
anunciar a transferência para o América,
fazendo sua estréia diante do Riachuelo
no empate de 1x1, gols do próprio
Alberi e William. Na sua nova equipe a
formação do primeiro jogo foi esta:
Ubirajara, Ivan Silva, Queiroz, Alberto
e Cosme, Paúra, Garcia (Washington) e
Alberi, Jangada, Pedrada e Ivanildo.
O maior sucesso do pernambucano que veio
do Santa Cruz direto para o ABC
aconteceu no ano seguinte ao sagrar-se
campeão estadual com esta equipe: Cícero,
Ivan Silva, Joel Santana, Argeu e Olímpio,
Garcia, Zeca e Alberi, Jangada, Aloísio
e Soares. O jogo decisivo, disputado dia
08 de setembro de 1977 e que ficou na
história por ter o árbitro paulista
José Faville Neto dado por encerrado
antes de tempo devido briga generalizada
no gramado, terminou sem gol, sendo o América
declarado campeão porque jogava pelo
empate.
Permanecendo ainda distante do seu time
do coração, Alberi passava a defender
o Baraúnas, estreando com derrota ao
perder para o América por 1x0, gol de
Ubirani, jogando o tricolor mossoroense
com Floriano (ex-ABC), Orlando, Cabrera,
Nivaldo e Vildomar, Zé Raimundo, Alberi
(José Augusto) e Benício, Saneguinha,
Roberto Costa e Severinho. Ainda no Baraúnas,
Alberi formou um meio de campo com o
atual presidente da AGAP (Associação
Garantia do Atleta Profissional),
Edmundo, sendo esta a formação
completa: George, Vildomar, Nivaldo,
Tito e Assis, Edmundo, Alberi e Zé
Augusto, Nego Chico (Saneguinho) e Niel.
Prosseguindo sua carreira e mudança de
camisa, o pernambucano assinou em 1979
com o Alecrim FC, permanecendo dois anos
no Verdão. Sua estréia aconteceu dia
22/04, mas com uma derrota de 4x2 diante
do América, gols de Mário, Ronaldo e
Roberto (2), enquanto Gonzaguinha e Abel
anotaram para o Verdão, sendo este o
time da estréia: Batista, Pepe, Manoel,
Ticão e Gonzaguinha, Nilson Mário
(atual tesoureiro do ABC), Alberi e
Gilson Lopes, Joilson, Abel e Natan.
Ainda outra Alberi vez machucou a
"Frasqueira" ao marcar os dois
gols na derrota do Alvinegro, placar de
2x1, dia 29/08/80, no Machadão, tendo
Juarez assinalado o gol abecedista. O
Alecrim formou com Índio, Arildo, Ticão,
Noronha (também ex-ABC) e Jacó, Eloi (mossoroense),
Alberi e Betinho (hoje, preparador físico),
Tiquinho, Gilson Lopes e Djalminha.
Alberi somente voltaria para os braços
da torcida alvinegra em 1981, fazendo
sua reestréia dia 02/08 num empate de
1x1 diante do América, sendo este o
time alvinegro: Caetano, Dão, Joel, Cláudio
Oliveira e Jorge Luís, Gelson
(Betinho), Arié e Alberi, Juarez,
Nogueira e Noé Soares, tendo o Machadão
recebido grande público com renda de
NR$2.464.300,00, prevalecendo o Cruzeiro
Novo como moeda, aliás muito
inflacionada. No ABC, Alberi encerraria
sua carreira de mais de 15 anos jogando
bola. Apesar de ter defendido a camisa
de mais três clubes potiguares, e dois
fora do estado (CRB e Rio Negro/AM),
Alberi aliou de tal forma sua imagem ao
ABC que o torcedor abecedista nem se
lembra que ele fez muitos gols contra o
clube que o transformou num ídolo.
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