|
OBRAS - A estrutura das arquibancadas está em
fase de conclusão
A
diretoria do ABC comemora o que considera um
marco na história do clube: a expectativa de
lucro e conclusão da obra do estádio "Frasqueirão"
dentro do prazo (29 de junho de 2004) - dia do
aniversário do alvinegro.
De acordo com Ricardo Rocha diretor de
marketing do clube, que já antecipou sua
candidatura à presidência no ano do
centenário, as obras estão seguindo o
cronograma pré-estabelecido e as projeções
financeiras são muito boas. "Já
arrecadamos R$ 185.200,00 dos R$ 723.143,53
que temos para arrecadar e temos apenas R$ 45
mil de inadimplência, o que consideramos
ínfimo pois desse valor existem pessoas que
compraram as cadeiras e ainda não receberam o
boleto bancário para pagar", revela.
O empresário Sílvio Bezerra, diretor da
empresa responsável pela obra, confirma as
informações passadas pela diretoria do ABC.
"Nossa empresa tem 50 anos e nunca
atrasamos uma obra. Garantimos que esta está
rigorosamente dentro do prazo e será entregue
no dia marcado", reforçou.
Segundo
os números divulgados pelo dirigente Ricardo
Rocha, o clube teve a seguinte arrecadação,
com as cadeiras cativas em 2003: maio = R$
863,23, junho = R$ 7.784,37, julho R$
15.985,57, agosto = R$ 11.149,50, setembro R$
21.205,86 e novembro = R$ 40.896,91.
"Tudo isto está sendo repassado, com
nossa fiscalização, para a Ecocil adiantar
as obras daquilo que não está no contrato e
todas essas obras estão sendo fiscalizadas
por uma comissão formada pelo engenheiro
Gilberto Sá, José Nílson Gomes Neto, Paulo
Tarcísio, Cláudio Emerenciano e Augusto
Azevedo", fala.
Oposição -
Mesmo
fora da briga pela presidência do ABC, o
ex-presidente do clube, Leonardo Arruda
Câmara garante que não esqueceu o time do
coração e que acompanha de perto os destinos
alvinegros. De acordo com o deputado, caso
Judas Tadeu permaneça comandando o "Mais
Querido" o clube estará em boas mãos,
no entanto, faz ressalvas ainda quanto a
construção do estádio "Frasqueirão".
"Na minha ótica o ABC não teve nenhuma
vantagem com o negócio da troca do terreno.
Hoje vejo os prédios construídos e já
habitados e o que vejo do outro lado são
apenas dois esqueletos de arquibancadas e
ainda assim teremos que colocar a
iluminação, concluir o restante das
arquibancadas, fazer gramado e muitas outras
coisas, além de ainda precisarmos vender
cadeiras cativas", criticou Leonardo
Arruda que, apesar disso, ainda torce para que
haja um reviravolta e que a construção
"seja a redenção do ABC".
O ex-presidente relembra que deixou o clube
por estar sendo pressionado pela maioria dos
conselheiros que insistiam em aprovar a
permuta. "Fui pressionado quando me
posicionei contra e hoje continuo com a mesma
opinião principalmente porque agora sei que
não teremos um estádio completo",
comentou.
Ricardo
Rocha criticou a oposição de Leonardo
Arruda: "Infelizmente ele não sabe o que
está acontecendo. Na época ele foi covarde e
renunciou pois não teve coragem de fazer a
obra. A diretoria queria, o conselho queria e
apenas ele não. Agora é muito fácil
criticar o que não se conhece. Tivemos
fóruns para discutir o assunto e ele
(Leonardo Arruda) nunca apareceu. Fico triste
em ver que temos abecedistas assim",
desabafou.
Apesar das críticas, Leonardo faz questão de
dizer que não tem interesses políticos no
ABC. Sobre a possibilidade de voltar a dirigir
o alvinegro, o deputado afirma que, no
momento, não tem condições de assumir outro
compromisso, mas ressalta que está a
disposição para ajudar o clube. "Não
sou muito procurado, mas as poucas vezes que
fui sempre estive a disposição do ABC, como
no caso da regularização de Sérgio Alves.
Nessa época fiz contatos com a CBF e até com
a Suíça para liberar o jogador",
relembrou.
Sobre as críticas que o presidente Judas
Tadeu vem recebendo de alguns setores da
torcida e da imprensa, Leonardo considera
"normal". "Futebol é
resultado, os mesmos que falam mal já
elogiaram um dia quando ele estava tendo
resultados satisfatórios", analisou.
"Quando saí do ABC tinha acabado de ser
campeão, mas mesmo assim tive que sair",
lamentou.
Para as eleições deste ano, cujas
inscrições de chapas acabam hoje, o
ex-presidente diz que não tem preferência
por candidatos, no entanto reafirma: "O
ABC está em boas mãos. Judas é um abnegado,
gosta de futebol e é arrojado".
Judas
Tadeu tranqüiliza torcida e diz que Aleluia
deve ficar na Vila Olímpica -
Foto:
Ana Silva
ESTRANHEZA Judas Tadeu não entende o motivo
pelo qual perdeu o apoio de alguns
correligionários -
Em
meio ao momento de incerteza que vive o ABC em
relação a formação da
equipe de 2004 e as
eleições que se aproximam, o presidente
Judas Tadeu tenta tranqüilizar a
"Frasqueira", afirmando que até o
final desta semana tudo será resolvido. No
"pacote" dos problemas enfrentados
atualmente pela diretoria alvinegra estão as
especulações em torno das saídas dos
atacantes Chris e Reinaldo Aleluia, além do
lateral esquerda Marciano.
Como se não bastasse, Judas Tadeu, que tenta
a reeleição para mais um triênio à frente
do clube, disse ontem que o meia Marcelo
Borges, recém-contratado pelo clube, ainda
não assinou o contrato enviado pela diretoria
do ABC. "Com essa mudança repentina de
técnico não tenho certeza do que pode
acontecer no caso de Marcelo. Mas, conversamos
com o procurador do jogador e pedimos para que
a situação seja resolvida até o fim desta
semana. Caso contrário, vamos procurar um
substituto", declarou Judas.
O dirigente também adiantou que ainda não
chegou à diretoria nada de concreto sobre as
transferências de Chris, Reinaldo Aleluia e
Marciano. "A torcida pode ter certeza que
vamos fazer o possível para segurar estes
jogadores no clube", declarou o
dirigente. Em relação a Aleluia, Judas disse
que o jogador não conseguiu um entendimento
com a diretoria do Santa Cruz e já está na
Bahia, curtindo as férias. "O Santa Cruz
não está interessado em arcar com a multa
rescisória do jogador, que custa 38 mil reais
(valor do investimento do ABC no jogador), e
acredito que ele deva ficar mesmo no
ABC", tranquilizou.
"Em relação a Crhis, o jogador já se
apresentou no Atlético de Sorocaba, mas ainda
não acertou nada com o ABC. O mesmo acontece
com Marciano, que tem uma porcentagem (30%) do
seu passe pertencente ao clube. O torcedor
pode ficar tranqüilo, porque estamos
trabalhando para ter estes jogadores no time
em 2004", completou Judas Tadeu.
Caso o ABC não consiga segurar estes
jogadores, o presidente candidato a
reeleição deverá acionar o técnico
recém-contratado, Luis Carlos Cruz, que já
está providenciando uma zagueiro e um lateral
direito à pedido da diretoria alvinegra.
"Já temos um goleiro e um meia. Mas, se
este meia (Marcelo Borges) desistir e os
atacantes, realmente, pedirem suas
transferências nós vamos contatar o
treinador para que ele nos ajude a encontrar
substitutos à altura. Mas, por enquanto, tudo
está normal", disse.
Reeleição - Sobre a reeleição, Judas
Tadeu se diz tranqüilo, já que até o
último dia de inscrição ainda não foi
registrada nenhuma chapa de oposição.
"Até o momento ainda não surgiu chapa
de oposição. O que me estranha é que gente
que até um dia desses me apoiava, ande
dizendo por aí que está na hora de mudança
na presidência. Não tenho nada contra
ninguém e acho salutar uma chapa de
oposição. Já cansei de dizer que o ABC não
é meu, mas de todos nós", finalizou.
As inscrições das chapas para a eleição do
ABC, que será realizada na próxima
segunda-feira, acabam hoje. Caso não apareça
nenhuma chapa de oposição, o presidente
Judas Tadeu deve ser reeleito para mais três
anos á frente do clube. Segundo o dirigente,
caso confirme a reeleição, a principal meta
para a temporada 2004 será o título do
Campeonato Estadual e a inauguração do
estádio "Frasqueirão". |