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ABC: 30 anos sem fazer um grande goleiro nos profissionais

Desde a saída de Erivan, em 1974, que o ABC não tem na sua equipe um goleiro feito no próprio clube, forçando os dirigentes a contratar em outros estados.

Para um clube campeão de títulos no futebol sempre contando com grandes goleiros - custa crer que nos últimos 30 anos o ABC tenha sempre recorrido a profissionais de outros centros. Há praticamente 30 anos o Alvinegro não ganha um título estadual tendo um campeão vestindo a camisa um surgido das divisões de base do clube, ou mesmo nascido no Rio Grande do Norte. O último foi Erivan, já falecido, campeão estadual de 1974. Nesse mesmo ano, deixou o clube alvinegro para retornar em 76 ainda revezando com Hélio Show. A partir daí, é uma sucessão de goleiros vindos de vários estados, entre os quais um deles, de sobrenome bastante familiar aos apreciadores da Fórmula-Um, o catarinense Michell Schumacher, bom goleiro, ganhando dois títulos no Alvinegro, em 1997 e 99. Curiosamente, no Estadual de 1993, apesar do titular ser André Luís, este se contundiu na partida decisiva contra o América sendo substituído por Marcelo "Terremoto", cria do futebol de Baixa Verde. Apesar da pouca experiência, Marcelo sustentou a invencibilidade de sua meta na forte pressão feita pelo time rubro, garantindo o título para o ABC.

Nesses quase 30 anos tentando fazer um grande goleiro nas próprias divisões de base - ou até vindo do interior potiguar e ser "lapidado" no clube, o ABC tentou e chegou a utilizar em alguns jogos um dos mais promissores - Floriano, que foi o reserva de Erivan na excursão recorde à África e Europa, em 1973, o próprio Marcelo já citado, o hoje repórter da Rede Globo, Madson Fernandes, testou o mossoroense Érico, com a desvantagem de ter pequena estatura para a posição, insistiu muito tempo com Cássio, transformando-o numa eterna promessa, porém nenhum revelou aptidões completas para ganhar o posto de titular. Enquanto isso, mais goleiros iam chegando, alguns permanecendo por uma, duas e até três temporadas, como aconteceu com o "alemão" catarinense Michel Schumacher e Hélio "Show"
Após o campeoníssimo Erivan, cria das bases alvinegras, tendo atuado no "Juvenal Lamartine" e Machadão, foi iniciada a sucessão de goleiros vindos de outros centros. A década de oitenta começou com o pernambucano Luiz Neto (ex-Santa Cruz), chegando depois Caetano, que foi titular também em 82, celebrizando-se por ter sido o goleiro que proporcionou ao meiocampista Didi Duarte, na época jogador do América, em 1982 assinalar um dos gols mais rápidos do futebol brasileiro (cinco segundos) e, com certeza, o mais rápido do RN. A ordem cronológica de goleiros que defenderam o ABC e vieram de outros estados tem esta seqüência:

NOME DE ASTRO
Em 1999, o goleiro alvinegro era Schumacher

 1974 - Erivan 1990 - Washington
 1975 - Hélio Show 1991 - Pedrinho
 1976 - Hélio Show 1992 - Luciano
 1977 - Hélio Show 1993 - André Dias
 1978 - Hélio Show 1994 - Capelane
 1980 - Luiz Neto 1995 - Milton (Oscar)
 1981 - Caetano 1996 - Oscar
 1982 - Carlos Augusto 1997 - Schumacher
 1983 - Lulinha 1998 - Jorge Pinheiro
 1984 - Carioca 1999 - Schumacher
 1985 - Washington 2000 - Sadi
 1986 - Washington 2001 - Palmieri
 1987 - Gilberto 2002 - Carlão
 1988 - César Etcheverry 2003 - Carlão
 1989 - Abelha -