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Nos
momentos mais difíceis é que se conhece a grandeza
de um clube, de uma torcida. E nos últimos anos, a
Frasqueira tem dado uma demonstração de que continua
a ser a maior torcida do Estado, uma das mais fiéis
do Nordeste Brasileiro. O ABC completa 88 anos neste
domingo, dia 29 de junho, com a certeza de que vai
existir sempre. Festa e apoio numa fase negra que,
certamente vai passar.
Nestes 88 anos de história o clube conquistou 47
títulos, alguns historiadores dizem que foi menos,
não importa, o certo mesmo é que o alvinegro da Rua
Potengi, de Morro Branco, de Ponta Negra, da Cidade
Alta, da Ribeira, Rocas, Quintas, Cidade da
Esperança, Alecrim e Zona Norte, enfim, de Natal e
todo Estado, é um dos maiores colecionadores de
títulos da história do futebol mundial.
O ABC fez a alegria da galera no estádio Juvenal
Lamartine, no Machadão e até na Europa, Ásia e
África, essa última honra só igualada a clubes como
o Santos de Pelé, o Botafogo de Mané Garrincha, o
Cruzeiro de Tostão e Dirceu Lopes, o Palmeiras de
Ademir da Guia, o Internacional de Falcão, só para
citar uns poucos inesquecíveis. Em 1973, vilipendiado
pela então CBD (Confederação Brasileira de
Desportos), suspenso do Campeonato Nacional por dois
anos, excursionou pela Europa, Ásia e África,
realizando a maior façanha internacional de clubes de
Natal, do Nordeste e uma das maiores entre os
brasileiros.
O clube que foi fundado em 1915, a partir do
agrupamemto das iniciais dos países Argentina, Brasil
e Chile que na época firmaram acordo comercial, o
Tratado da Tríplice Aliança, assunto meramente
político, que acabou se tranformando numa das maiores
potências do esporte no Nordeste.
Na programação de festejos desta data memorável se
inicia com uma salva de fogos às 5h, uma missa em
ação de graças na igreja de Bom Jesus da Dores, no
bairro da Ribeira, às 9h e depois o cortejo de
ilustres, dirigentes e torcedores, segue para a Vila
Olímpica onde vai acontecer festival de chope e
batidas de frutas tropicais (temperado com a
aguardente Pitú, oferecimento do empresário Airto
Carvalho) música ao vivo e visitação às obras do
estádio que leva o nome do bem maior do clube, a sua
Frasqueira, Estádio Frasqueirão.
Não importa se o clube não ganhou títulos nos
últimos três anos, se está às vésperas de
disputar a terceira divisão do Campeonato Brasileiro.
Tudo isso é passageiro, é momentâneo, eterno mesmo
é o ABC, é a Frasqueira.
Os
nomes - Jorge Tavares, rei da Frasqueira em outra
época
Nos
88 anos de glórias, passaram pelo clube craques e
dirigentes eternos. Na década de 50/60, auge do
estadinho do Tirol, brilhou a estrela de Jorge
Tavares(foto), o Jorginho, também conhecido como o
‘‘Pequeno Gigante.’’ Com seu pouco mais de 1
metro e meio de altura, o meiocampista era o terror
das defesas. Ele brilhou também na seleção
potiguar, conhecida como ‘‘Fantasma do
Nordeste’’, que chegou a disputar o título
nacional contra o Rio de Janeiro.
Alberi José Ferreira de Matos, bola de prata da
revista Placar em 1972, foi outro grande nome do
futebol no ABC. O ‘‘Negão 10’’, ainda hoje
defendendo a equipe master do alvinegro, foi, sem
sombra de dúvida, o maior estilista, artilheiro e
fazedor de artilheiro da história. Várias vezes
campeão pelo clube, o pernambucano de Recife iniciou
a carreira no Santa Cruz e chegou a Natal em 1968,
voltou a Recife para depois retornar em 1969, para
ficar até hoje, felizmente, entre nós.
Danilo
Menezes, o uruguaio potiguar que conquistou a
Frasqueira e tem uma legião de fãs e amigos. Danilo
fez parte de um dos times mais famosos da história do
ABC, tendo inclusive feito uma grande campanha n
Brasileiro de 1972
Danilo
Menezes Nuñes (foto com a taça), uruguaio de
nascimento a não sei quantos anos atrás, da cidade
Rivera, veio para Natal em 1972 e daqui também nunca
mais saiu. De todos os jogadores que passaram pelo
clube é, talvez, o que mais se identifica com o
clube. A Frasqueira tem um carinho especial por
Danilo. Não só pelo grande meia que foi, titular da
seleção uruguaia, do Nacional de Montevidéu e Vasco
a Gama, mas, principalmente pelo seu caráter e
facilidade de fazer e manter os amigos.
Marinho Chagas. Melhor lateral-esquerdo da Copa do
Mundo de 1974, estrela de Botafogo, Fluminense, São
Paulo e Cosmos de Nova Iorque, começou no ABC no ano
de 1970. O galego das ‘‘Quatro Bocas’’
projetou o nome do clube para o resto do mundo e ainda
hoje merece todo respeito e carinho dos torcedores do
clube e de todas as torcidas do RN.
Entre os dirigentes, o alvinegro vai ter uma dívida
eterna com figuras como José Prudêncio Sobrinho
(foto
alto),
José Nilson de Sá, Ernani Alves da Silveira,
Aluísio Bezerra, Bira Rocha, Leonardo Arruda Câmara,
Alberto Amorin, Vicente Farache, Amaro Marinho, Severo
Câmara e o presidente de hoje, Judas Tadeu, que conta
com o apoio de novos nomes, tais como Ricardo Rocha e
outros.
Homenagem especial também nestes 88 anos à torcida
do ABC, as facções organizadas (todas) ou o torcedor
comum. Eles vão ser, sempre, o maior bem. O jogador,
dirigente, técnico, sede, terreno, tudo passa, o
clube um dia pode perder, mas a torcida, essa nunca
deixará de lotar as arquibancadas de estádios onde o
ABC jogar. Em breve, no seu próprio estádio
Frasqueirão.
TÍTULOS:
Todos os estaduais do mais querido
1918 - Suspenso por
conta da "Influenza Espanhola"
BI(1920, 1921),1923, BI(1925,1926), BI(1928,
1929), (1944, 1945), DECA(1932, 1933, 1934,
1935, 1936, 1937, 938, 1939, 1940,
1941), 1947, 1950, TRI(1953,
1954, 1955), PENTA(1958, 1959, 1960, 1961,
1962), BI(1965, 1966), TETRA(1970, 1971,
1972, 1973), 1976, 1978, BI(1983, 1984), 1990, TRI(1993,
1994, 1995), TETRA(1997, 1998, 1999 e 2000).
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Artilheiros:
De 1937 a 2001 |
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Marinho Chagas, o internacional
|
Ano |
Artilheiro |
Gols |
Ano |
Artilheiro |
Gols |
|
1937 |
Hermes |
11 |
1970 |
Petinha |
14 |
| 1938 |
Xixico |
09 |
1971 |
Alberi |
16 |
| 1939 |
Xixico |
07 |
1972 |
Alberi |
10 |
| 1940 |
Albano |
13 |
1973 |
Demolidor |
09 |
| 1941 |
Hermes |
09 |
1975 |
Edvaldo |
14 |
| 1942 |
Hermes |
10 |
1976 |
Reinaldo |
19 |
| 1944 |
Tico |
13 |
1983 |
Silva |
32 |
| 1945 |
Tico |
11 |
1984 |
Marinho |
19 |
| 1950 |
Paraíba |
16 |
1989 |
Zinho |
13 |
| 1954 |
Oliveira |
16 |
1993 |
Cláudio
José |
23 |
| 1955 |
Macau |
12 |
1994 |
Renilson |
23 |
| 1958 |
Delgado |
14 |
1996 |
Claudinho |
20 |
| 1959 |
Cocó |
13 |
1997 |
Claudinho |
20 |
| 1960 |
Cocó |
14 |
1998 |
Sérgio
Alves |
10 |
| 1961 |
Wallace |
13 |
1999 |
Sérgio
Alves |
18 |
| 1964 |
Burunga |
12 |
2000 |
Leonardo |
26 |
| 1965 |
Dão |
13 |
2001 |
Sérgio
Alves |
20 |
| 1966 |
Dão |
18 |
- |
- |
- |
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