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CRISE -
Presidente Judas
Tadeu disse que
não tem o que
fazer
Fora
da final do
Campeonato
Estadual, da
Copa do Brasil e
sem perspectivas
de voltar a
participar de
competições
antes de agosto,
para quando está
previsto o
início da série
C do Campeonato
Brasileiro, qual
vai ser o futuro
do ABC? A
pergunta passou
a ecoar tão logo
terminou a
partida contra o
São Gonçalo,
domingo, no
estádio Luiz
Rios Bacurau e
só quem pode
respondê-la é o
presidente Judas
Tadeu Gurgel.
A essa altura o
dirigente apenas
torce para que a
Confederação
Brasileira de
Futebol (CBF)
antecipe a
realização da
série C, uma
competição cuja
organização é
considerada
difícil, devido
ao baixo poder
aquisitivo de
seus
participantes e
a falta de
patrocinadores
interessados em
bancar a
disputa.
As declarações
do treinador
Didi Duarte
dadas durante a
semana
salientando que,
no confronto
contra o São
Gonçalo estaria
em jogo muito
mais que uma
vaga na final do
segundo turno,
antecipando para
o grupo o
"fantasma" do
desemprego,
deixou patente a
ameaça de
desativação
temporária do
departamento de
futebol
profissional
abecedista.
Na sexta-feira
passada,
consultado sobre
a possibilidade,
Judas Tadeu
preferia
acreditar no
sucesso do ABC
contra o São
Gonçalo, mas
agora, obrigado
a conviver com a
triste
realidade, Tadeu
disse que não
pretende tomar
nenhuma atitude
sem antes ouvir
os demais
membros da
diretoria
alvinegra.
Uma medida que
está sendo
avaliada para
diminuir o
impacto do
prejuízo, é a
dispensa de
todos os
jogadores com
passe alugados
ao clube, o que
facilitaria essa
ação é que a
maior parte
deles assinaram
vínculo de três
meses com e o
prazo desses
contratos estão
para expirar.
"Neste período
só os jogadores
formados nas
bases vão
continuar no
clube", disse o
vice-presidente
jurídico do ABC,
José Wilson
Gomes Neto.
Judas Tadeu
salientou que
não possui
maiores
alternativas,
uma vez que o
ABC acumula uma
dívida de R$ 700
mil, ficará até
agosto sem ter
como arrecadar e
para complicar
ainda mais a
situação, o
contrato com a
fabricante de
relógios Q & Q
prevê a
suspensão do
repasse dos R$
13 mil, no
período em que a
equipe estiver
fora das
competições. "A
situação é muito
difícil, mas
outros clubes já
passaram por
situação
semelhante e
conseguiram se
recuperar. É só
lembrar do
Fortaleza que há
três anos estava
praticamente
quebrado, mas
foi assumido por
um grupo de
torcedores e
hoje está na
divisão de elite
do futebol
nacional",
lembra o
dirigente.
O futuro do
técnico Didi
Duarte será
definido tão
logo saia algum
pronunciamento
da CBF em
relação a série
C. Tadeu
continua achando
o treinador como
o mais preparado
para desenvolver
o trabalho com
bases no ABC,
mas reconhece
que implantar
uma filosofia
dessa num clube
de massa é muito
difícil, devido
a cobrança da
torcida e da
opinião
pública.
Na agenda de
negociação do
gerente de
futebol, César
Etchevery
constam os nomes
de do goleiro
Carlão, Júnior,
Izaquiel,
Romildo, Mota,
Igor, Jânio,
Wendell, Júnior
Bahia, Jozicley,
Pantera,
Joãozinho e
Renato Peixe.
Quem pertence ao
clube e ainda
tem idade para
atuar pelo time
Júnior, será
reaproveitado na
categoria, casos
do goleiro
Carlos,
Leonardo,
Fabiano,
Marconi, Geilson,
Alessandro,
Bruno, Camilo,
Giuliano e Isac. |