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Ex-dirigente
abecedista
faleceu ontem
vítima de
infarto. O corpo
está sendo
velado no centro
de velório
Morada da Paz e
o enterro será
realizado às
10h40 no
cemitério Parque
de Nova
Descoberta. O
dirigente faz
parte da
história do ABC.
HOMENAGEM
Recentemente
Prudêncio
recebeu
homenagem do
presidente
abecedista Judas
Tadeu
O ex-diretor de
futebol do ABC,
José Prudêncio
Sobrinho, 79
anos, faleceu
ontem vítima de
ataque cardíaco.
A perda daquele
que escreveu seu
nome na história
do clube pegou
todos os
dirigentes de
surpresa
e foi muito
lamentada pelo
atual mandatário
do clube, Judas
Tadeu Gurgel,
para quem a
morte de
Prudêncio abre
uma lacuna
irreparável para
o futebol
potiguar. O
dirigente
ressaltou que
"se o ABC é o
que se vê hoje,
é por causa do
trabalho de
pessoas
abnegadas como
José Prudêncio,
que fez do clube
uma espécie de
família e não
mediu esforços
para manter a
tradição
alvinegra."
O corpo do
ex-dirigente
abecedista está
sendo velado no
Centro de
Velório Morada
da Paz, de onde
seguirá para o
cemitério Parque
de Nova
Descoberta, para
ser enterrado às
10h40. Prudêncio
faleceu por
volta das 14
horas. Logo após
o almoço ele
sentiu-se mal e,
mesmo socorrido
com rapidez, não
resistiu ao
infarto dando
entrada no
pronto de
socorro do
Hospital Clóvis
Sarinho sem
vida.
O sentimento de
perda que o
falecimento
causou à família
abecedista pode
ser resumida na
declaração do
também
ex-presidente do
clube e atual
responsável pelo
departamento
jurídico da
agremiação, José
Wilson Gomes
Neto: "Trata-se
de uma perda
grande para o
esporte de um
modo geral. Além
de ser a pessoa
que mais
representou o
futebol do Rio
Grande do Norte,
Prudêncio foi um
baluarte do ABC.
Todos que
passarem pela
presidência do
clube terão de
reverenciar a
figura dele."
Leonardo Arruda,
que também
dirigiu o ABC,
lamenta
duplamente o
desaparecimento.
"Tenho muito a
lamentar, minha
amizade com José
Prudêncio rompia
as fronteiras do
clube, pois
vinha de
gerações. Ele
foi muito amigo
do meu pai Lauro
Arruda e posso
dizer que perdi
um grande amigo
também", disse
Leonardo,
ressaltando que
Prudêncio
escreveu vários
capítulos da
história do ABC,
seja como
atleta,
dirigente e,
até, como
torcedor.
Fernando
Suassuna,
responsável pelo
projeto ABC
Escola, recorda
que além de
comandar o
departamento de
futebol do
clube, o "velho
Pruda" foi uma
espécie de faz
tudo dentro do
Alvinegro. "Ele
chegou até a
ocupar o lugar
de técnico na
equipe. Assim
como Judas Tadeu
é atualmente,
Prudêncio era
muito amigo dos
jogadores e dos
membros da
comissão
técnica",
recorda Suassuna.
HISTÓRIA
— Dos quase 80
anos vividos por
Prudêncio, pelo
menos 30 foram
dedicados ao
ABC, a partir do
distante 1951,
quando chegou da
ilha de Fernando
de Noronha (onde
serviu ao
Exército durante
a 2a. Guerra
Mundial) para
ser goleiro do
Alvinegro, "Pruda"
foi diretor de
futebol durante
anos seguidos,
treinador
interino em
dezenas de
oportunidades,
sendo o
substituto
natural sempre
quando ocorria
qualquer
dispensa do
titular.
Conhecido pelo
amor que
devotava a seu
clube do
coração,
Prudêncio era um
verdadeiro xodó
da torcida, que
o adorava, quer
pela sorte que
dava quando
atuava como
treinador
interino, quer
pela maneira
simples de se
expressar,
falando a
linguagem da
"frasqueira".
Na era Machadão,
ficou também
conhecido pelo
chapéu preto que
passou a usar,
segundo dizia,
porque dava
sorte. Foi o
diretor de
futebol na longa
excursão do
clube ao
exterior,
passando 105
dias longe da
família e do seu
estabelecimento
comercial (Posto
Prudêncio,
negociando com
baterias), ao
lado de
jogadores
famosos, como
Danilo Menezes,
Jorge Demolidor,
Morais, Libânio,
Edson, Anchieta,
do treinador
Danilo Alvim,
ex-Seleção
Brasileira no
Mundial de 50).
"Pruda", como
era chamado na
intimidade pelos
jogadores e
torcedores, fez
amizade com os
integrantes do
elenco, era tido
como um pai e
conselheiro,
chegando ao
ponto de
ajudá-los
financeiramente,
comprometendo
suas finanças.
Nas crises do
ABC, ajudava na
folha, vendia
bateria aos
jogadores que
possuíam
automóvel, nada
cobrando ou
"deixando no
pendura". Entre
1958 e 63, foi
goleiro de
futsal do ABC,
chegando a
sagrar-se
campeão
salonista, mesmo
já passando dos
30 anos. Já
cansado e com
sua firma
abalada por
dívidas, deixou
o clube, mas sem
nunca se afastar
definitivamente
do futebol, quer
freqüentando o
Machadão, ou
comparecendo às
reuniões mais
importantes. Dia
21 de outubro,
viu o último
jogo do ABC,
quando goleou o
CSA por 4 x 1.
"Se o ABC é o
que se vê hoje,
é por causa do
trabalho de
pessoas
abnegadas como
José
Prudêncio". Judas
Tadeu ,
Presidente do
ABC.
"Todos que
passaram pela
presidência do
clube terão de
reverenciar a
figura dele".
José Wilson,
ex-presidente do
ABC.
"Tenho muito a
lamentar, minha
amizade com
Prudêncio rompia
as fronteiras do
clube, pois
vinha de
gerações". Leonardo
Arruda,
ex-presidente do
ABC. |