Tribuna do Norte
08/09/2002

 

ÍNDICE

 
 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Joãozinho: declaração de amor ao alvinegro

 
"Quando o ABC caiu, só não chorei na frente dos repórteres com vergonha. Mas em casa não contive a tristeza..."
"Saí do ABC por determinação de pessoas que não possuem nenhuma ligação com o clube."

ASTRAL ELEVADO Apesar de experiente, o atacante Joãozinho não esconde o seu lado moleque.
Jogador credita a empatia com a torcida ao fato de se sentir bem vestindo a camisa do clube, a qual considera a segunda pele.

"Quando o ABC caiu para terceira divisão, só não chorei na frente dos repórteres porque fiquei com vergonha. Mas quando cheguei em casa não deu para conter a tristeza nem as lágrimas." Não é todo jogador de futebol que faz uma revelação como esta, mas talvez seja isso que faça o atacante Joãozinho possuir tanta empatia com a torcida alvinegra, que sabe, ter na figura dele muito mais que um atleta. Antes de tudo o "Danadinho" é um torcedor confesso do ABC.
Só a felicidade em poder voltar a antiga casa contrasta com o sofrimento do ano passado, que para ele teve duplo reflexo, já que foi preterido pelo treinador Mauro Fernandes do grupo que iria disputar a série B do Campeonato Brasileiro de 2001. "Fiquei muito triste mesmo com a queda do ABC, vinha aos jogos esperando uma reação da equipe, mas ela não aconteceu. O que mais me entristecia é que eu sabia que poderia estar naquele grupo dando uma parcela de ajuda para evitar o pior", disse Joãozinho, que embora diga não sentir desgosto em relação a ninguém, sem citar nomes fala com uma ponta de ressentimento sobre o treinador Mauro Fernandes. "Sai do ABC por determinação de pessoas que não possuem nenhuma ligação com o clube", frisou.
Mesmo com a oportunidade de ter passado por diversos clubes brasileiros e destacar alguns bons grupos que teve a oportunidade de integrar, como o Santa Cruz de 1994 e o formado pelo Sport em 1996, o atacante abecedista não tem dúvida em afirma que é com a camisa do alvinegro natalense que ele se sente melhor. "Fiz grandes amigos no futebol pernambucano e por todos os clubes onde passei. Mas não posso negar que é aqui na Vila Olímpica que eu me sinto em casa. Visto a camisa do ABC como se estivesse pegando uma peça do meu guarda-roupas e quando vendo trabalhar, me sinto como estivesse indo para uma diversão", revela. 
Quando as coisas não estão lá muito boa para equipe, dentro de campo, a arquibancada, em coro, clama pelo nome do jogador, que quando é chamado a responsabilidade pelo treinador Didi Duarte, entra na partida e procura não decepcionar. "Realmente os torcedores me dão uma força muito grande e quando entro em campo faço tudo para não decepcioná-los. Na verdade isso é o que me dar forças para treinar cada vez mais em busca de minha melhor forma física e técnica", segreda o atacante abecedista.
Para o treinador Didi Duarte Joãozinho é uma peça fundamental no grupo. Ele salienta que o atleta pode até não ter condições de jogar, mas o relacionamento do nome dele para os 18 jogadores que são relacionados para uma partida é quase uma necessidade básica. "Não canso de dizer que ele é meu titular dos 18. Joãozinho é um jogador que faz bem ao grupo e comigo vai desempenhar um papel semelhante ao de 2000, quando o ABC conquistou o tetracampeonato estadual. Não podemos abrir do carisma que ele possui entrando na segunda etapa e mudando o panorama de um jogo. O João é um jogador indispensável para o clube", revelou Didi. O treinador disse que chegou a enfrentar a resistência de certas pessoas, quando pediu a contratação do atleta, "algumas pessoas me disseram que Joãozinho estava velho e que não seria mais útil ao ABC. O jogador hoje está me ajuda a provar extamente ao contrário a esse grupo de pessimistas. Deposito muita confiança no atleta e não me arrependo disso", reforça o técnico abecedista.