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ASTRAL
ELEVADO
Apesar de
experiente, o
atacante
Joãozinho não
esconde o seu
lado moleque.
Jogador credita
a empatia com a
torcida ao fato
de se sentir bem
vestindo a
camisa do clube,
a qual considera
a segunda pele.
"Quando o
ABC caiu para
terceira
divisão, só não
chorei na frente
dos repórteres
porque fiquei
com vergonha.
Mas quando
cheguei em casa
não deu para
conter a
tristeza nem as
lágrimas." Não é
todo jogador de
futebol que faz
uma revelação
como esta, mas
talvez seja isso
que faça o
atacante
Joãozinho
possuir tanta
empatia com a
torcida
alvinegra, que
sabe, ter na
figura dele
muito mais que
um atleta. Antes
de tudo o
"Danadinho" é um
torcedor
confesso do ABC.
Só a felicidade
em poder voltar
a antiga casa
contrasta com o
sofrimento do
ano passado, que
para ele teve
duplo reflexo,
já que foi
preterido pelo
treinador Mauro
Fernandes do
grupo que iria
disputar a série
B do Campeonato
Brasileiro de
2001. "Fiquei
muito triste
mesmo com a
queda do ABC,
vinha aos jogos
esperando uma
reação da
equipe, mas ela
não aconteceu. O
que mais me
entristecia é
que eu sabia que
poderia estar
naquele grupo
dando uma
parcela de ajuda
para evitar o
pior", disse
Joãozinho, que
embora diga não
sentir desgosto
em relação a
ninguém, sem
citar nomes fala
com uma ponta de
ressentimento
sobre o
treinador Mauro
Fernandes. "Sai
do ABC por
determinação de
pessoas que não
possuem nenhuma
ligação com o
clube", frisou.
Mesmo com a
oportunidade de
ter passado por
diversos clubes
brasileiros e
destacar alguns
bons grupos que
teve a
oportunidade de
integrar, como o
Santa Cruz de
1994 e o formado
pelo Sport em
1996, o atacante
abecedista não
tem dúvida em
afirma que é com
a camisa do
alvinegro
natalense que
ele se sente
melhor. "Fiz
grandes amigos
no futebol
pernambucano e
por todos os
clubes onde
passei. Mas não
posso negar que
é aqui na Vila
Olímpica que eu
me sinto em
casa. Visto a
camisa do ABC
como se
estivesse
pegando uma peça
do meu
guarda-roupas e
quando vendo
trabalhar, me
sinto como
estivesse indo
para uma
diversão",
revela.
Quando as coisas
não estão lá
muito boa para
equipe, dentro
de campo, a
arquibancada, em
coro, clama pelo
nome do jogador,
que quando é
chamado a
responsabilidade
pelo treinador
Didi Duarte,
entra na partida
e procura não
decepcionar.
"Realmente os
torcedores me
dão uma força
muito grande e
quando entro em
campo faço tudo
para não
decepcioná-los.
Na verdade isso
é o que me dar
forças para
treinar cada vez
mais em busca de
minha melhor
forma física e
técnica",
segreda o
atacante
abecedista.
Para o treinador
Didi Duarte
Joãozinho é uma
peça fundamental
no grupo. Ele
salienta que o
atleta pode até
não ter
condições de
jogar, mas o
relacionamento
do nome dele
para os 18
jogadores que
são relacionados
para uma partida
é quase uma
necessidade
básica. "Não
canso de dizer
que ele é meu
titular dos 18.
Joãozinho é um
jogador que faz
bem ao grupo e
comigo vai
desempenhar um
papel semelhante
ao de 2000,
quando o ABC
conquistou o
tetracampeonato
estadual. Não
podemos abrir do
carisma que ele
possui entrando
na segunda etapa
e mudando o
panorama de um
jogo. O João é
um jogador
indispensável
para o clube",
revelou Didi. O
treinador disse
que chegou a
enfrentar a
resistência de
certas pessoas,
quando pediu a
contratação do
atleta, "algumas
pessoas me
disseram que
Joãozinho estava
velho e que não
seria mais útil
ao ABC. O
jogador hoje
está me ajuda a
provar extamente
ao contrário a
esse grupo de
pessimistas.
Deposito muita
confiança no
atleta e não me
arrependo
disso", reforça
o técnico
abecedista. |