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Quando a bola é
sinônimo de
felicidade... |
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Rodrigo: "quero
chegar ao meu
time de coração,
o Flamengo" |
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O
sonho de Rodrigo
da Costa começou
a tornar-se
realidade no ano
de 2000, mais
precisamente no
dia 21 de
fevereiro. O
adolescente, até
então com 16
anos, soube que
uma equipe de
‘olheiros’ do
ABC Futebol
Clube iria
selecionar
jogadores para
as suas
categorias de
base.
Acostumado a
jogar na poeira
dos campos de
terra do
município de
Nova Cruz, a 115
km de Natal,
Rodrigo não
pensou duas
vezes – duas
horas antes do
horário marcado
para o ‘peneirão’,
ele já estava
aguardando o
momento de ser
avaliado. No fim
da tarde, a
ansiedade
inicial foi
substituída por
alegria.
O garoto pobre
do interior
potiguar passou
no teste e dava,
literalmente, o
primeiro pontapé
em direção ao
desejo de ser um
jogador
profissional.
Em apenas dois
anos, Rodrigo já
coleciona em seu
currículo
experiências que
não esperava
vivenciar em tão
pouco tempo.
Passou pelo time
profissional do
ABC e, em 2001,
foi chamado pelo
time carioca
Entrerriense
para disputar a
primeira divisão
da Copa
Rio. "Joguei
contra o time do
meu coração, o
Flamengo, e isso
foi uma das
melhores coisas
que já me
aconteceu",
relembra. O
jovem jogador é
um dos 60
atletas que são
atendidos pelo
projeto ABC
ESCOLA. |
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Carlos:
"muitos estão em times europeus" |
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No alojamento eles compartilham sonhos. |
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Expectativa para mostrar o talento |
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"O ideal é que
cheguem aqui
antes de
completar 15
anos, pois temos
mais tempo para
trabalhar esse
atleta que, em
poucos anos,
poderá estar no
profissional,
defendendo o
time e gerando
lucros", explica
Carlos Magno,
diretor de
futebol amador.
Para ele, a
maior
dificuldade do
projeto reside
no fato de que
as equipes de
base precisam da
mesma
infra-estrutura
fornecida aos
atletas da
equipe
principal.
Entretanto, os
gastos com
orientação
psicológica,
médicos,
academia de
ginástica,
colégio gratuito
e transporte
para os campos
de treinamento
são amenizados
com a iniciativa
de dez
empresários que
visam tornar o
ABC Escola ainda
mais forte.
"Dos 60 atletas
separamos 20
para ficarem
concentrados no
Centro de
Treinamento.
Para isso,
analisamos o
comportamento, a
técnica
individual e nos
esforçamos ao
máximo a fim de
que eles se
tornem jogadores
de destaque como
os atacantes
Fábio e Marciano
- que estão no
time português
Estrela
Amadora",
comenta Valdir
Duarte,
coordenador do
projeto.
"Acreditamos no
sucesso de cada
um", completa. |
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