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"Estamos
investindo para
levar o ABC à
primeira
divisão"
Judas Tadeu,
presidente do
ABC, antes do
início da Série
B.
O ano começou
com promessas de
classificação do
clube para a
primeira
divisão.......e
terminou de uma
forma triste com
a queda para a
terceira divisão
do Brasileiro.
Um ano que
iniciou com
muitos projetos
e otimismo,
acabou se
transformando
num período em
que torcedores e
dirigentes do
ABC, certamente,
vão pretender
riscar da
história do
clube. Em 2001,
acabou dando
tudo errado para
o Alvinegro, que
viveu diversos
períodos de
crise interna,
fez uma campanha
apenas razoável
no Campeonato do
Nordeste, não
conquistou o
almejado
pentacampeonato
estadual e, para
finalizar a
temporada da
pior forma
possível, ainda
foi rebaixado
para terceira
divisão do
Campeonato
Brasileiro,
derrotado dentro
de campo e no
"tapetão".
Se é que se pode
tirar alguma
coisa de
positivo desse
relato de
insucessos, esse
ponto fica com a
torcida. Mesmo
insatisfeita, a
massa alvinegra
não abandonou o
time em nenhum
instante, nem
quando as
chances de
recuperação da
equipe dependiam
de um "milagre".
As promessas
foram muitas,
elas começaram
já no início da
temporada com os
dirigentes
divulgando, aos
quatro cantos,
que não iriam
medir esforços
para o ABC
conquistar o
pentacampeonato
estadual. Para a
tarefa foi
contratado o
treinador Paulo
Moroni.
Disputando
simultaneamente
o Estadual e o
Campeonato do
Nordeste, o
treinador não
resistiu muito
tempo sendo
demitido na
metade do
primeiro turno
do campeonato
local após um
empate contra o
São Gonçalo, em
Natal. Antes
disso, o ABC
havia sofrido
uma impiedosa
goleada do Santa
Cruz, em Recife,
6 a 0. Arnaldo
Lira foi
contratado para
comandar o
elenco, teve a
oportunidade de
dirigir o clube
na Copa do
Brasil. Na
primeira fase, a
equipe eliminou
o Náutico, com
um empate or 2 a
2, em Recife e
uma vitória de
3x1, em Natal.
Com isso, o ABC
credenciou-se a
enfrentar o
Flamengo, no
jogo do ano. Mas
o Rubro-negro
necessitou
apenas do jogo
no Machadão,
para eliminar o
tetracampeão
potiguar da
disputa,
vencendo por 3 a
1.
Acabava ali o
período de
tranquilidade da
"era Lira". O
técnico
conseguiu levar
o Alvinegro à
final do
primeiro turno
do Estadual
contra o
Coríntians de
Caicó, mas
acabou
massacrado com
duas derrotas,
ambas por 2 a 1,
sendo que no
primeiro jogo,
no Machadão,
sofreu a derrota
de virada.
A partir daí
Arnaldo Lira
passou a se
desentender com
jogadores e
membros da
comissão
técnica. A
diretoria
prestando apoio
irrestrito ao
técnico
dispensou o
goleiro Aílton
Cruz, o lateral
Jefferson, o
zagueiro Mário
César, o meio
campista Carlos
Zara e o
atacante Tico.
Mais tarde,
ocorreram as
dispensas do
meia Lino e do
também lateral
Moisés, ambos
por criticar o
sistema de
trabalho de
Lira.
O clima de
"terror"
perdurou na Vila
Olímpica até o
empate contra o
Alecrim, no
segundo turno do
estadual. Frente
a grande
cobrança da
torcida, a
diretoria foi
obrigada a
demitir o
técnico brigão,
que foi embora
sem deixar a
menor saudade.
Disposto a
promover uma
grande
reviravolta, o
presidente Judas
Tadeu acertou a
contratação de
técnico Mauro
Fernandes. Com
ele o ABC deixou
a fase de brigas
para entrar na
fase das grandes
promessas.
Apresentando um
otimismo
exagerado, Mauro
reafirmou os
planos de
conquista do
pentacampeonato.
Mas em que pese
ter terminado
sua série de
jogos no
estadual
invicto, o
técnico não
conseguiu levar
o clube à final
do segundo
turno. Um empate
em 1 a 1 contra
o São Gonçalo,
dirigido por
Paulo Moroni,
acabou dando a
vaga na final do
returno ao
América e o
final dessa
história a
torcida potiguar
conhece.
Depois dos
seguidos
tropeços na
primeira parte
da temporada,
foi anunciado um
plano
mirabolante: o
de levar o ABC
para à primeira
divisão do
futebol
brasileiro. Nos
meticulosos
planos de Mauro
Fernandes
estavam a
necessidade de
contratação de
18 jogadores.
Confiante na
possibilidade, o
Presidente Judas
Tadeu atendeu
todos os desejos
do técnico, que
desmontou a base
mantida há um
ano pelo
Alvinegro, sob
pretexto da
necessidade de
montar um grupo
de primeira
linha.
Chegaram os
goleiros
Palmieri e Ney,
os zagueiros
Luiz Henrique,
Júnior, os
laterais Da
Silva, Marcos,
os meiocampistas
Guará, Lima,
Gutemberg,
Rosivaldo,
Valdomiro, mais
Daniel Edgar, os
atacantes Badico,
Lúcio, Valdiney,
Marcelo Buda e
Cia. Resultado:
mesmo tendo 45
dias de
pré-temporada o
grupo
decepcionou
desde a estréia
na s´rie B,
perdendo para o
Ceará, em Natal.
Depois veio a
goleada de 4 a 0
para o Náutico,
em Recife e aí
sucessivamente.
A campanha
irregular tratou
de mostrar logo
que, ao invés de
lutar para
chegar à
primeira
divisão, o ABC,
no máximo,
brigaria para
não cair.
A era Mauro
Fernandes, que
passou a ser
taxado pelos
torcedores de
"falso profeta",
acabou na
derrota de 3 a 1
para o Anapolina,
em Goiás,
Pedrinho
Albuquerque, o
homem
responsável pelo
inédito título
de campeão
estadual do
Coríntians de
Caicó, aceitou o
convite para
tocar o clube no
restante da
série B.
Só que o
panorama
encontrado pelo
treinador na
Vila não era dos
melhores. O
grupo já havia
dado sinais de
fragilidade,
devido as
condições de
finanças
precárias, pouco
pôde ser
modificado. A
campanha de
altos e baixos
continuou.
Atuando em
Natal, até que o
ABC conseguiu
fazer algumas
boas
apresentações,
mas na casa dos
adversários foi
um desastre, o
pior momento foi
no jogo de volta
contra o Ceará,
quando foi
derrotado por 6
a 1. Mas a festa
cearense não
parou nisso.
O Fortaleza, de
Ferdinando
Teixeira, veio
ao Machadão e
goleou o
Alvinegro por 4
a 1,
praticamente
jogando por
terra as chances
da equipe evitar
o rebaixamento.
Mesmo
"moribundo", o
ABC lutou até a
penúltima rodada
para escapar da
terceira
divisão, o golpe
final foi a
derrota de 3 a 2
para o CRB.
Se dentro de
campo o milagre
pedido a São
Judas Tadeu não
veio, fora dele,
abriu-se a
possibilidade de
evitar o pior
através de um
processo contra
o Sampaio
Corrêa, acusado
de utilizar o
zagueiro Douglas
de forma
irregular. Mesmo
com as
evidências
mostrando que
dificilmente o
time maranhense
conseguira
livrar-se da
perda de dez
pontos, o caso
transcorreu por
um caminho
inesperado pelos
Alvinegros. Os
auditores do
Superior
Tribunal de
Justiça
Desportiva
aceitaram a tese
de erro na
citação
apresentada pela
defesa do
Sampaio e, por 5
votos a zero,
decidiram
rejeitar o
processo movido
pelo
departamento
técnico da CBF.
Sendo este, o
melancólico fim
da "via sacra"
abecedista na
temporada de
2001. |