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O pernambucano,
Alberi José
Ferreira Matos,
54 anos,
ex-jogador do
ABC Futebol
Clube foi um dos
grandes ídolos
do futebol
potiguar.
Apesar
de estar
afastado do
campo há
bastante tempo,
Alberi permanece
na lembrança dos
abecedistas, uma
vez que foi um
dos maiores
craques que o
mais querido
teve até hoje.
Alberi não está
desaparecido por
completo. Quem
quiser
encontrá-lo para
conversar e
relembrar o
futebol do
passado é só
aparecer aos
sábados pela
manhã no campo
do quartel da
Base Naval, nas
Quintas. É lá,
que ele se reúne
com os amigos
para bater uma
pelada e mostrar
que ainda é bom
de bola. Ele
também é
funcionário da
Secretaria de
Esportes e
Lazer, de Natal.
Dos bons
momentos que
passou no
futebol, Alberi
lembra que
começou jogando
no Santa Cruz,
de Recife, sua
cidade natal.Aos
18 anos veio
para o ABC a
convite do
ex-diretor, José
Prudêncio.
"Isso foi em
1969. Passei uns
tempos no ABC,
depois voltei
para Recife e em
1970 o ABC
comprou meu
passe difinitivo",
conta o craque.
Além do ABC,
Alberi jogou n
Rio Negro, em
Manaus, no
Sergipe, no
Campinense e n
Ícara, em
Juazeiro do
Ceará.
Retornando ao
Estado, jogou no
ABC, América,
Alecrim e
Baraúnas, de
Mossoró.
Alberi conta que
nesta época os
clubes não
tinham dinheiro
e os jogadores
eram pagos com
móveis. "Eu
mesmo recebi uma
geladeira e uma
radiola da
diretoria do ABC
que também me
prometeu uns
discos de
Waldick Soriano
e estou
esperando até
hoje", lembra,
afirmando ser fã
do intérprete de
"Eu não sou
cachorro não",
um dos grandes
sucessos da
época.
Só no ABC
Futebol Clube,
Alberi marcou
oficialmente 79
gols em
campeonatos.
Ele conta que
todas as
partidas foram
boas, mas a que
ficou na
lembrança dos
torcedores foram
as que o ABC
jogou contra a
Seleção da
Rússia, contra o
Flamengo e
contra o
Atlético
Mineiro.
O pernambucano
residente em
Natal, garante
não ter mágoa de
nenhum dos
treinadores ou
diretores do
clube alvinegro,
mas confessa que
gostaria de ter
sido treinador
do mais querido,
seu time de
coração. "O meu
único time no
mundo é o ABC.
Gostaria muito
de ter sido
técnico do
clube, mas nunca
me deram
oportunidade.
Enquanto isso,
colocaram
treinadores que
não entendem
nada de
futebol",
desabafa. Alberi
lembra que um
dos presidentes
do ABC, o Paiva
Torres, uma vez
falou que ele (Alberi)
entende muito de
futebol e que
merecia uma
chance. "Mas ele
nunca me deu
essa chance,
afirma.
O
mesmo não
aconteceu com o
técnico Célio de
Souza. Segundo
Alberi, Célio
era gente boa e
dava
oportunidade aos
jogadores. "Ele
trouxe o time
dele, mas gente
que jogava, não
é como hoje que
os jogadores são
de marketing",
explica.
Uma das grandes
lembranças de
Alberi foi a
viagem que o ABC
fez a Europa e
África. "Nos
países da Europa
os brasileiros
são respeitados.
Fomos muito bem
recebidos.
Gostei da França
e da Turquia. Na
África eu me
recordo com
saudades da
Tanzânia, lá o
clima é
tropical"
lembra.
Nesta viagem à
Europa e África,
Alberi marcou 16
gols e foi
considerado o
artilheiro
internacional.
Alberi e o ABC
ficaram
conhecidos
internacionalmente.
Do futebol ele
conta que ganhou
experiência e
conhecimento.
"Tudo que eu fiz
faria de novo.
Não costumo me
arrepender do
que faço",
assegura.
Perguntado sobre
qual foi sua
maior emoção
Alberi saiu com
essa: "sou igual
a Roberto
Carlos. A minha
vida é cheia de
emoções".
Voltando ao
passado, Alberi
disse que
escalaria para o
ABC, a mesma
seleção de 1972,
que contava com
Danilo Menezes,
o goleiro Erivan,
o próprio Alberi
e tantos outros
bons de bola. "
A seleção de 72
foi o melhor
time que o ABC
teve até os dias
de hoje. Ela se
comparava com a
Seleção
Brasileira",
acrescenta.
O ex-jogador do
mais querido é
totalmente
contra o futebol
sem ponta.
Segundo ele,
todo time tem
que ter a sua
posição.
"Jogador tem que
ter ponta",
esclarece. Para
Alberi, o
futebol não
mudou. Ele
garante que o
futebol é o
mesmo, o que
falta, porém, é
talento.
Além de ser
funcionário
antigo da SEL,
Alberi também
ministrava uma
escolinha de
futebol, que
funcionava no 16
RI.
"Cheguei a
conclusão que
deveria deixar a
escolinha.
Percebi que aqui
em Natal, o
errado é o
certo", comenta
o ex-craque do
ABC, lembrando
que quem não
entende nada de
futebol, hoje
são professores
do esporte mais
praticado no
Brasil. Apesar
de ter jogado em
vários clubes,
inclusive no
América e no
Alecrim, foi no
ABC que Alberi
ficou conhecido
e se tornou um
dos maiores
jogadores do
futebol
potiguar. Quem é
abecedista não
esquece dos
grandes lances e
grandes gols
deste mulato de
quase 2 metros
de altura e que
fez o possível e
o impossível
para que o ABC
não fosse
derrubado. São
de jogadores
assim que o
alvinegro está
precisando.
O seu amor por
Natal é tanto,
que Alberi podia
ter voltado para
sua cidade
depois que
deixou de jogar.
Ele permanece na
capital potiguar
atéhoje e diz
que: "Escolhi
Natal para morar
porque é uma das
melhores cidades
do Brasil. É uma
cidade
acolhedora e de
uma povo
acolhedor",
ressalta.
Alberi joga
pelada todo
sábado. Não
fuma, gosta de
uma cervejinha,
mas garante que
nunca passou uma
noite de sono.
Casou em 1969,
com Marluce
Gomes. Hoje, com
32 anos de
casado, diz ser
pai de 7 filhos
e avô de 9
netos. Ele
exerce a função
de técnico
desportivo da
Secretaria de
Esportes e
Lazer, desde
1988. |