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UNANIMIDADE
A torcida o
aplaude e pede o
jogador entre os
11 titulares.
Sandro trabalha
e aguarda sua
vez.
Sandro,
solução para o
futebol arte.
Aos 20 de idade,
o jogador de
Caraúbas/RN é
uma das maiores
revelações do
futebol potiguar
dos últimos
anos, mas ainda
não ganhou vaga
no time de Mauro
Fernandes.
Apesar disso, a
torcida já o
elegeu como o
mais novo ídolo
alvinegro. O
despertar de um
ídolo. Pode ser
exagero ou
ufanismo da
imprensa, mas o
jovem Sandro, 20
anos, surge como
uma das
principais
revelações do
futebol potiguar
dos últimos
anos, jogando
fácil e sendo
adorado pela
torcida. A
carência de
ídolos é grande
no futebol
brasileiro, no
potiguar nem se
fala. Em duas
equipes formadas
por jogadores
desconhecidos e
sem o elo de
ligação com o
Estado, surge o
meia do ABC,
pedindo vez e
espaço para
jogar. Não com
as palavras ou
reivindicações,
mas nas quatro
linhas, com a
bola no pé.
"Para resgatar o
seu nome no
cenário mundial,
o Brasil precisa
de novos
talentos e tem
que começar a
desenvolver um
trabalho de base
em todo o
Brasil. E o
Sandro é um
craque que surge
com sua
habilidade,
ainda precisa
acertar o chute
a gol para ser
completo e está
treinando muito
para isso: duas
vezes por dia.
Com certeza, ele
será um dos
grandes
jogadores do
futebol
brasileiro, por
ser habilidoso,
lança bem, e tem
um comportamento
exemplar fora e
dentro de
campo", comenta
sem medo o
experiente
radialista e
recém-formado
jornalista, Levi
Araújo.
No
último domingo,
a "mina de ouro"
do ABC entrou no
segundo tempo da
partida contra o
Ceará, e apesar
da derrota por 1
x 0, foi
aplaudido pela
torcida e
considerado um
dos melhores do
alvinegro.
Apesar disso,
não conseguiu o
seu lugar entre
os titulares e
mostrou-se muito
tranqüilo.
"Trabalho
diariamente para
isso. Mas tudo
acontece na hora
certa e quando
for preciso
jogarei. Só
depende do
treinador",
disse.
Um grande amigo
de Sandro e
ex-companheiro
de clube
acredita que
isso acontecerá
logo. "É um
jogador muito
diferenciado. Na
minha opinião,
já deveria ser
titular do ABC.
Mas ele é
humilde e
acredita em
Jesus Cristo. A
gente sabe que
não dependemos
apenas do nosso
futebol e vai
saber aguardar",
disse o meia
Lino,
companheiro de
Sandro no
estadual e
atualmente está
no América.
Num time de
"forasteiros",
esse potiguar
briga por seu
espaço dá melhor
maneira
possível:
jogando um
futebol refinado
e de qualidade,
exigindo com
lançamentos,
chutes a gol,
toques rápidos,
garra e
inteligência um
lugar no time.
"A expectativa,
pelo que
observamos desde
que ele surgiu
no ABC, é a
melhor possível.
Apesar de vindo
do interior e de
sua humildade,
mostrou que no
futebol não
existe classe,
cor ou idade. E
a cada dia, ele
se aprimora e se
nada de errado
acontecer, vai
explodir no
futebol
brasileiro, já
que no RN ele é
uma realidade",
comentou Araújo
Rodrigues, um
dos repórteres
mais experientes
do Estado.
PERSPECTIVAS
- Por tudo
que já
apresentou com a
camisa do ABC,
Sandro foi
sondado por
várias equipes,
mas o presidente
do clube, Judas
Tadeu, não o
liberou. "Recebi
muitas
propostas, mas
não vendo ele
barato", na
ocasião,
amistoso com o
Vitória/BA; o
rubro-negro
baiano chegou a
oferecer R$500
mil pelo atleta,
mas Judas foi
irredutível. "Um
clube alemão me
ofereceu $500
mil dólares e eu
não o liberei."
Assim como os
profissionais de
imprensa, a
diretoria sabe
do valor do
atleta potiguar
e o
vice-presidente
de futebol do
ABC, Emílson
Tavares, resumiu
a opinião do
clube sobre o
jogador: "Pelo
que nós
acompanhamos de
Sandro desde a
sua chegada, eu
considero ele -
sem nenhum
receio - um dos
maiores
jogadores do
futebol
brasileiro em
atividade.
Sandro busca a
bola, chama a
responsabilidade
e sua
consolidação no
futebol nacional
e até
internacional é
só uma questão
de tempo, haja
vista seu
futebol e sua
personalidade de
vencedor."
Emílson ainda
vai mais além e
espera que os
grandes
empresários
brasileiros
saibam valoriza
rum jogador que
jogue no futebol
potiguar. "Os
grandes
empresários já
conhecem o
futebol de
Sandro, mas por
ser um jogador
de um clube do
RN, não oferecem
o valor que ele
vale. Querem
comprar o seu
passe barato
para
inflacioná-lo e
repassá-lo para
outros clubes",
concluiu.
Independente de
valores, Sandro
é uma realidade
e antes de
almejar um lugar
num Vasco,
Flamengo,
Barcelona ou
Real Madri
precisa ganhar a
confiança de
Mauro Fernandes
e fazer um bom
Campeonato
Brasileiro da
Série B, e ele
sabe disso e
pela entrevista
concedida a
TRIBUNA DO NORTE
não medirá
esforços para
conseguir
vencer. Sempre
com o objetivo
de ajudar sua
família e poder
ter um futuro
feliz ao lado da
mulher que ama.
FICHA DO
ATLETA:
Alessandro
Oliveira Duarte,
DN: 10/01/81
Caraúbas-Rn,
Altura: 1.75m,
Peso: 66,5kg,
Chuteira: 39,
Prata da Casa,
Ídolo: Maradona,
Estréia como
profissional:
2001 pelo ABC,
Título: Nenhum
ENTREVISTA/Sandro
- "Maradona é o
meu grande
ídolo"
Ele é humilde,
cristão e
genuinamente
potiguar. Mas
precisamente,
nasceu em
Caraúbas e além
de ser
diferenciado
pelo futebol
refinado tem um
jeito
característico
de ser e jogar.
"Ele joga com
classe,
maestria. Queria
ele no meu Vasco
e na seleção
brasileira",
disse o
jornalista e
colunista
Everaldo Lopes.
Fã do futebol de
Maradona, Sandro
foi incentivado
a começar a
jogar futebol
após ver o
craque argentino
na Copa de 1986.
Como uma das
maiores
revelações do
futebol potiguar
dos últimos
anos, surge como
opção para
ajudar o ABC na
campanha da
Série B 2001.
TRIBUNA DO
NORTE: Quando
você decidiu ser
jogador de
futebol e o que
você espera
dessa carreira?
SANDRO: "Eu jogo
futebol desde
criança e
agradeço muito a
Deus por tudo.
Com certeza,
depois que eu vi
o Maradona na
Copa de 1986,
fiquei mais
empolgado ainda.
Admiro muito o
futebol dele e
tento me
espelhar nele.
Eu confio muito
em mim e no meu
potencial e sei
que tenho muito
par mostrar. Com
fé em Jesus
Cristo e
humildade,
espero vencer e
poder ajudar
minha mãe a ter
uma vida melhor.
TRIBUNA DO
NORTE: Como você
está vendo essa
fase e o que
você acha de ser
uma das maiores
revelações do
clube nos
últimos tempos?
SANDRO: É muito
gratificante. Eu
acho que é o
sonho de
qualquer garoto
como eu, que
está iniciando a
carreira. Espero
que eu tenha
muito êxito aqui
no ABC e se Deus
quiser vai dar
tudo certo. Eu
estou bastante
tranqüilo e é um
sonho de
qualquer atleta
vencer e viver a
expectativa de
jogar num grande
clube de
futebol.
TRIBUNA DO
NORTE: Você ahca
que tem lugar na
equipe titular?
SANDRO: Eu estou
trabalhando, mas
tudo vai
depender do
professor. Mas,
eu tenho certeza
que se eu
continuar
trabalhando
sério, vou
conquistar o meu
espaço.
TRIBUNA DO
NORTE: Nesse seu
primeiro ano
como
profissional,
quem foi que te
ajudou e deu
bons conselhos?
SANDRO: Quem
sempre me
incentivou foi
Lino, quando
esteve no ABC.
Ele disse para
que eu não
mudasse e não
deixasse o
sucesso "subir a
cabeça" - o que
acontece com
muita gente.
Além de sempre
dizer para eu
trabalhar com
humildade, pois
Deus sempre me
ajudará.
CRONOLOGIA:
Estadual de
2000.
Aos 19 anos,
chegou ao ABC.
Era início de
temporada em
2000. Indicado
pelo zagueiro
Marcão - vendio
ao Goiás - no
final da
temporada de
1999, Alessandro
Oliveira Duarte
começou a fazer
testes no "Mais
Querido". Na
época, o time se
preparava para o
Estadual e a
torcida queria
ver as
novidades:
Leonardo
(ex-Fluminense e
América), Saulo,
Márcio Cardoso,
entre outros.
Mas foi um
galego, tímido e
atrevido quem
ganhou destaque
nos coletivos.
"Espero
conseguir ficar
no time. Meu
sonho é ser
jogador", disse
o jovem de 19
anos que fazia
testes.
Logo em seguida,
a diretoria e
Ferdinando
Teixeira
(técnico do ABC
na época) viram
o potencial do
jogador que
nunca havia
atuado em um
time, só batia
peladas em
Caraúbas (região
oeste do
estado), onde
morava com a
mãe. Para ganhar
confiança, ficou
treinando com os
juniores, mas
durante um
campeonato na
Paraíba se
contundiu e
passou seis
meses sem jogar.
CONTUSÃO
Recuperado,
tratou de ganhar
confiança e
continuar na
luta para ser um
grande jogador
de futebol.
VOLTA POR
CIMA
O trabalho de
Sandro não foi
em vão e apesar
dos obstáculos,
ele não parou:
graças ao apoio
de amigos e
companheiros. Já
em 2001, no
Campeonato
Estadual,
conquistou de
vez a
"Frasqueira",
após uma
exibição de
craque contra o
Parnamirim, no
início da
competição.
Apesar de ser
ovacionado e
engrandecido por
toda a imprensa,
ainda não era
titular e
segundo Paulo
Moroni,
treinador do
ABC, precisa
ainda amadurecer
muito.
Com a chegada de
Arnaldo Lira,
ainda no
estadual, foi
deslocado para a
posição de
segundo volante,
mas apesar de
não se adaptar
bem, conseguiu
boas exibições,
como na partida
contra o
Flamengo (em
rede nacional de
televisão) pela
copa do Brasil.
Mauro Fernandes
chegou no fim do
Campeonato
Estadual,
organizou a
"bagunça" e a
desestruturação
deixada por
Arnaldo Lira,
mas não
conseguiu
classificar o
time para a
decisão.
Com a sua
chegada, Sandro
voltou a jogar
na armação e
criação das
jogadas. O time
de Mauro começou
a vencer e
convencer, mas
sem explicações
empatou com o
São Gonçalo e
perdeu a chance
de disputar a
penta-campeonato. |