|
|
|
Equipe Campeã de 1990.
A DECISÃO: ABC 1 x 0
América - 20/05/1990. Juiz:
Valter Serra. Renda:
Cr$1.460.000. Público: 15.658.
Gol de Vamberto aos 27 do
segundo tempo.
Fonte: Revista Placar
Em pé:
Eloy (prep. físico), Mano,
Arimatéia, Washington, Toté,
Quinho, Lotti, Roberto
Nascimento e Roberto Vital
(médico). Agachados: Joca
(roupeiro), Furão (massagista),
Zinho, Silvinho, Vamberto,
Rogério e Galeguinho |
|
Depois
de cinco anos sem ver um título,
o ABC, clube mais popular do Rio
Grande do Norte, finalmente
tirou o pé do barro. Ali, no
gramado, foi fácil: o time
faturou os três turno e, se não
fosse por um golzinho que levou
do América, ainda no primeiro
turno, teria sido campeão
invicto. Mas, para chegar a
resultado tão brilhante, o
trabalho foi muito duro lá nos
gabinetes - mais precisamente na
tesouraria. O clube se aproximou
de em empresário cheio de grna.
Fernando Freire. O homem
contratou o técnico Mauro
Fernandes, de bom retrospecto em
times da Paraíba e Pernambuco. E
bastava Fernandes pedir um
jogador para Freire soltar o
dinheiro. Vieram catorze: Ramos,
Evaristo, Hermes (Botafogo-PB),
Hermes (Treze), Roberto
Nascimento, Washington,
Arimatéia, Aldevandro, Toté,
Silvinho, Lameu, Kléber, Lopes e
o principal deles, o
centroavante Vamberto,
artilheiro da Paraíba.
Juntaram-se a uma bem peneirada
turma da casa - em que se
destacou o ponta-direita Zinho -
e o que se viu foi um passeio de
ponta a ponta. O arquiinimigo
América tinha reforçado seu bom
time para conquistar o tetra,
mas não contava com a incrível
mobilização do chamado clube das
letras.
Na penúltima partida,
considerada chave para a
conquista do título, o ABC
realizou sua melhor atuação,
aplicando 3 x 0 no Baraúnas.
Alegria, até mais do que na
final, contra o América,
funcionou o ótimo esquema tático
de Mauro Fernandes. Que, aliás,
não tem nenhum mistério: cada
jogador em sua posição e
disposição permanente de atacar.
Um título justo, o 40o. nos 75
anos de vida do ABC.
|
|
O
ARTILHEIRO
Vamberto Firmino da Silva, 27
anos, 1,78m, fez seis gols. Não
foi uma grande marca. Em 1989,
atuando pelo Nacional de Patos,
ele conquistou a artilharia do
campeonato paraibano, com 22
gols "Dependo muito dos
lançamentos", ele se desculpa.
E, no ABC, Vamberto não tinha um
especialista fazendo passes
para ele. É o típico
centroavante oportunista: está
sempre bem colocado, à espera de
um cruzamento ou de um rebote.
Apesar de alto e forte, é
extremamente veloz. "Não gosto
de driblar, só faço isso para
passar pelo último zagueiro",
diz. Fez poucos gols, é verdade.
Mas de quem foi o da decisão?
Dele, Vamberto. |
|
A CAMPANHA |
|
Primeiro
Turno |
|
ABC |
2x1 |
Alecrim |
|
ABC |
2x0 |
Potiguar |
|
ABC |
2x2 |
Baraúnas |
|
ABC |
0x1 |
América |
|
ABC |
2x0 |
América |
|
ABC |
1x0 |
América |
|
ABC |
0x0 |
Baraúnas |
|
ABC |
0x0 |
Baraúnas |
|
ABC |
0x0 |
América |
|
ABC |
1x1 |
Potiguar |
|
ABC |
2x1 |
Alecrim |
|
ABC |
2x2 |
América |
|
ABC |
1x0 |
América |
|
|
Segundo Turno |
|
ABC |
1x1 |
Alecrim |
|
ABC |
1x0 |
Baraúnas |
|
ABC |
2x0 |
Potiguar |
|
ABC |
2x2 |
América |
|
ABC |
1x1 |
América |
|
Prorrogação |
1x1 |
- |
|
Pênaltis |
4x2 |
- |
|
|
Terceiro
Turno |
|
ABC |
0x0 |
Alecrim |
|
ABC |
2x0 |
Potiguar |
|
ABC |
3x0 |
Baraúnas |
|
ABC |
1x0 |
América |
|
|
|
|