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Equipe Bicampeão 1983/1984
Em pé:Eriberto(médico),
Carioca, Lúcio Sabiá, Joel,
Sérgio, Nicácio, Vassil,
F.Teixeira(técnico) e
Cacau(Preparador físico).
Agachados:Furão(massagista),
Curió, Arié, Quinho, Dedé de
Dora e Tião. |
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O
ABC ACORDOU PARA O BI -
O ABC já havia vencido a
primeira partida decisiva contra
o Baraúnas (2x0), fora de casa.
Por isso entrou em campo, no
domingo, precisando apenas de um
empate para se sagrar bicampeão
potiguar. Havia o clima geral do
"já ganhou" que contagiava
Natal. O otimismo da torcida
passou para dentro de campo
quando o juiz apitou o início do
jogo.O ABC fica perturbado, a
defesa falha constantemente.Como
aos 26 do primeiro tempo: o
goleiro Carioca e os zagueiros
Lúcio Sabiá e Sérgio se
atrapalham e o esperto ponta
Carlinhos marca 2x0. A galera do
ABC, antes mergulhada na
alegria, começa a vaiar o
time. Termina o primeiro tempo.
No caminho para o vestiário,
jogadores alvinegros discutem
entre si, todo mundo nervoso.
Bastava, porém, um empate
apenas. Para atenuar as coisas,
o Baraúnas volta para o segundo
tempo disposto a se retrancar e
garantir o resultado. A galera
empurra o ABC para a frente com
seu grito de guerra. Antes dos
20 minutos, o bombardeio do time
da capital já contabiliza três
bolas que se chocaram nas traves
do Baraúnas.O ABC cresce, o
Baraúnas apela para a cera: seus
atletas se atiram no campo e,
aos 18 minutos, o armador Zé
Carlos é expulso. O time do
interior perde seu melhor
jogador e também o ritmo de
jogo. Abusa das faltas perto da
área. Numa delas, aos 30
minutos, Joel marca o primeiro
gol. Em outra, aos 42, Joel faz
também o gol de empate, o gol do
título. Nem bem a partida é
reiniciada após o empate, uma
confusão enorme é provocada
pelos jogadores do Baraúnas, que
tem mais três expulsos. O Juiz
decide apitar o final do jogo
faltando 3 minutos, diante do
tumulto que se desenhava, com
torcedores do ABC já invadindo o
campo para comemorar o título.Um
título conquistado mais na base
da raça apresentada no segundo
tempo, quando a torcida - a
maior da capital do Rio Grande
do Norte - exigiu jogo, ação,
gols. Por isso a cidade inteira
vibrou com o caneco e foi dormir
contente.
Fonte: Revista Placar
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